Pilot

O último post de 2013 é para enterrar de vez tudo aquilo que deu muito errado na TV ao longo da temporada. O Top 10 das piores séries do ano faz uma breve revisão do quanto a temporada 2012-2013 foi ruim nas produções televisivas. E olha que estamos limitando a nossa lista em apenas dez séries. A vontade era colocar pelo menos umas 20 no mesmo saco fétido. Ou container fétido. Ou porta-malas fétido. Ah, vocês entenderam.

Mas antes de começar, vale mais uma vez dar aquele recado para aquelas almas errantes, mentes mais fracas e idiotas de plantão: não gostou que a sua série preferida foi listada? Não dou a mínima: a lista é pessoal e intransferível, relatando opiniões pessoais sobre séries que, ao meu ver, ficaram longe de serem boas em 2013. No lugar de ficar menstruado(a) por isso, monte a sua lista das 10 piores na área de comentários. Mas sem xingar: me xingou uma vez, nunca mais comenta no blog. Simples assim.

Peguem as suas máscaras: a coisa começa a feder a partir de agora!

10. O Dentista Mascarado

Começo o Top 10 enfiando o pé na m*rda. E sim: eu até gosto do Marcelo Adnet. Porém, O Dentista Mascarado foi um sério erro tático que o marido de Dani Calabresa tomou. Quando você olha para uma premissa dessas e ASSINA O CONTRATO, você já erra. Mas aqui, temos uma c*g*da coletiva. Afinal de contas, Alexandre Machado e Fernanda Young (sim, os mesmos criadores de Os Normais) criaram essa pérola da TV no banheiro. E eu estou sendo bem otimista sobre o local: poderia ser em qualquer aterro sanitário ou fossa, que o resultado seria o mesmo.

9. American Idol (Season 12)

O que dizer da “apenas” a pior temporada da história de American Idol? Muita coisa. Eu sempre gostei de American Idol. Assisto o programa de forma consecutiva desde a temporada 3 (só vi a temporada 1 por inteiro por conta das maravilhas da internet, e a 2 eu ainda não assisti), e acho eu Idol, ao lado de Survivor, são os principais responsáveis pelos realitys serem relevantes na TV hoje. E por conta de tudo isso é que eu repudio até o fim dos meus dias que aquelas duas “damas da vida” que respondem pelos nomes de Mariah Carey e Nicki Minaj f*deram de forma patética a temporada 2013 do programa. Sem falar no Sr. Nigel Lythgoe, que com escolhas musicais de gosto duvidoso, afugentou a audiência. Espero uma temporada melhor em 2014. Até porque não tem como piorar mais.

8. The Voice Brasil

Se eu fosse dono da Endemol, já cancelava essa b*sta chamada The Voice Brasil. A versão brasileira é algo vergonhoso na produção, na escolha de alguns cantores, e principalmente, nos treinadores. Eu simplesmente desisti de ver a segunda temporada do programa por dois motivos: 1) o combo de treinadores (Daniel, “o amigão”, Claudia Leitte, a “plagiadora do The Voice EUA”, Carlinhos Brown, “o desgraçado da caxirola”, e Lulu Santos, “o crossdresser de Clodovil”), e 2) uma produção burra que nem uma porta, que não se deu conta que “se permitimos que os treinadores salvem candidatos toda semana, o programa não vai acabar nunca”. E pensar que The Voice Brasil está renovado para mais duas temporadas…

7. Zero Hour

Só o @fabiano_sjc gostou dessa b*sta. Uma série que não tem personagens carismáticos, com um plot que, de largada, já era problemático (ainda mais em um país onde o catolicismo é a minoria), e que no primeiro episódio, exibe uma das maiores barrigas que eu já vi no mundo das séries… ah, a barriga? Pois não: o diamante mega valioso é entregue para o padre no meio da rua, em plena luz do dia, perto de uma velhinha que jogava milhos aos pombos, e de uma criança que animadamente passava com um balão, cantando “la, la, la la la la…”. Dei o STOP no episódio nesse instante.

6. Pé na Cova

Como é possível que essa série continue no ar? Mais: como é possível que pessoas com o mínimo de bom gosto (e bom senso) gostem dessa série? Veja bem, eu não tenho absolutamente nada contra o humor popular, chão e chulo. Porém, eu não imagino que alguém se sinta representado, ou que se identifique com argumentos e personagens apresentados em Pé na Cova. Não me interessa se melhorou ou não na segunda temporada. Eu não quero chegar perto disso, por uma simples questão de princípios morais.

5. The Michael J. Fox Show

“Decepção” é a palavra que define The Michael J. Fox Show. É a série que passei um ano dizendo para mim mesmo: “não tem como dar errado”. Só não contava com o buraco negro que a NBC possui nas noites de quinta-feira. Independente de qualquer coisa, a série é fraca. Fraca demais. Ok, tem o Michael J. Fox, e isso é ótimo. Mas… a série não tem gosto. Não te chama a atenção em nada, não capta o telespectador pelo carisma dos seus personagens, e os seus argumentos gerais chegam a ser confusos. É até um pena, mas só se Bob Greenblatt estiver comendo maconha para renovar a produção para uma segunda temporada.

4. Once Upon a Time in Wonderland

Um dos piores pilotos de 2013, e com sobras. A produção de Once Upon a Time (a original) já é precária nos aspectos técnicos. Agora, imagine o que acontece em Wonderland, que tem uma produção com, no máximo, a metade da verba da primeira série. O resultado não poderia ser outro: um festival de cenários digitalizados, chroma keys mal feitos e efeitos visuais que quase me deixaram cego de tão ruins. Não bastasse isso, as atuações da série são horrorosas, com poucos do elenco se salvando. Nem os “oncers” estão assistindo esse lixo, e sua audiência é patética. Vai ser cancelada. Se for renovada, o CEO da ABC está comendo maconha junto com Bob Greenblatt.

3. The Following

The Following fica na frente de muita série pior apenas pelo quesito “prometeu muito, entregou pouco”. Na verdade, o grande pecado de The Following foi ter apresentado um roteiro que, ao longo dos episódios, você tinha a clara ideia que tinha sido escrito por uma criança de 5 anos de idade. E acho que uma criança faria melhor. Soluções óbvias e até mal feitas, com um final de temporada que todos disseram, em uníssono: “Joe Carroll está vivinho da silva”. Poderia dizer que é uma pena? Até poderia. Mas não vou fazer isso. Até porque me deu raiva quando vi tantas c*g*das acontecendo em uma sequência de poucos episódios (o ápice foi no episódio 7).

2. We Are Men

Essa série poderia estar tranquilamente na primeira posição da minha lista. Mas um item decidiu tudo: diferente do primeiro lugar, eu não conheço NINGUÉM que REALMENTE ACREDITOU que We Are Men daria certo. Exceto a Nina Tassler, CEO da CBS, que provavelmente deveria estar “fornecendo forte” para Jerry O’Connell. Aliás, o que leva esse moço a ficar sem camisa metade do episódio, a troco de nada? E aquela sunga Speedo, fazendo volume e queimando as minhas retinas? E Tony Shalhoub (que tem cara de esquisito e está longe de ser um ser humano considerado bonito) pegando menininhas que tinham idade para ser netas dele? Bom… eles se esforçaram para ser cancelada rapidamente.

1. Cult

A primeira posição está aqui porque me ofendeu de forma pessoal. Cult jamais deveria ter o seu piloto aprovado (que por sinal, é vergonhoso), e logo após a estreia da série (que foi merecidamente massacrada por mim), alguns “fãs” ainda vieram defender essa b*sta, com o argumento mais patético do mundo:

Você precisa compreender a mitologia da série…

Enfia essa mitologia no seu **! F*da-se a mitologia! Eu quero que a série seja boa, po**a! História boa, argumentos bons, atuações boas! Cult era um lixo em todos esses aspectos! Só os tapados não viram que uma série da CW sobre uma série da CW que era um megahit só poderia ser uma realidade alternativa fruto de pessoas que comiam LSD como se fosse Sucrilhos!

Logo, cravei que a série não passaria do episódio 7. Foi o que aconteceu. O seu “series finale” teve o recorde negativo histórico de ter uma demo 18-49 anos de 0.1, com uma audiência patética de 400 mil pessoas nos EUA. Foi a série que eu “amei odiar”, ou  a The Cape da temporada 2013.