Pilot

Nem tudo são flores no mundo das séries. Temos, é claro, algumas poucas obras de arte da televisão. Também temos uma imensidão de séries medianas, algumas um pouco melhores, outras um pouco piores, mas todas elas com seus méritos. E temos as séries que nos ofendem. Esse post contém as 10 piores séries do ano, na minha opinião. Elas não estão em nenhuma ordem particular. 

10. Dexter

Em uma palavra: covardia. Dexter vinha numa espiral decadente que parecia não ter fim. Depois de quatro temporadas, os roteiristas pareciam não saber mais o que fazer para nos enrolar. E tentaram de tudo. Finalmente, quando anunciou-se que a série terminaria em 2013, fiquei aliviado por saber que um dos personagens mais legais que conheci teria seu merecido descanso. Ledo engano. Com um final meia boca, covarde e desrespeitoso com a história, Dexter conseguiu seu posto no hall das séries com piores finais.

9. O Dentista Mascarado

Depois de destruir a MTV Brasil com sua saída, Marcelo Adnet decidiu destruir a própria carreira com essa pérola. Confesso que assisti apenas um episódio, e mesmo assim num restaurante enquanto jantava. Mas o que eu vi foi uma produção ruim, com piadas quadradas e sem graça, e um Adnet perdido sem poder fazer aquilo que o consagrou: bom humor.

8. The Big Bang Theory

Que venha a horda de Sheldonetes furiosas. The Big Bang Theory não é uma das piores coisas no ar atualmente, mas nem de longe é tudo isso que os fãs idolatram, nem merece os 19 milhões de audiência. É sério que vocês acham engraçado ver Raj e Howard apalpando os peitos um do outro? Além disso, a série não evoluiu sua história em nada. São 7 anos e eles fazem exatamente as mesmas coisas, enfrentando exatamente as mesmas situações (em geral, causadas por Sheldon). A única mudança significativa foi para pior: o casamento de Howard e Bernadette. Com isso, perdem-se as piadas de Howard solteiro na ativa (que eram engraçadas) para ter 3 vezes os mesmos problemas de relacionamento, com 3 casais diferentes (Podem pegar as pedras agora).

7. The Voice Brasil

Eu sempre achei que a fórmula de The Voice era infalível: só fazendo o feijão com arroz, conseguia-se um reality respeitável. Eu estava errado. Cláudia Leite, Lulu Santos e Carlinhos Brown são insuportáveis. O coitado do Daniel nem aparece. Os candidatos são bons, mas a bagunça que a produção do programa faz com as regras, o fato da eliminação acontecer no mesmo dia das apresentações e, principalmente, a breguice das apresentações me fizeram desistir do programa depois de 15 minutos.

6. Vida de Estagiário

Alguém assistiu isso aqui? Toda vez que vejo passando na Warner, tenho vontade de enviar Anthrax para a casa de cada um dos membros da Ancine. Fraquíssima, essa tentativa mal sucedida de imitar The Office é uma adaptação sofrível das tirinhas de Alan Sieber. Nelas, o estagiário Oséas sempre se ferrava, sendo explorado por seu patrão e os colegas de escritório. Na série, isso acontece também, mas é uma gota de inspiração em meio a um mar de interpretações cheias de careta e gritaria com um roteiro que tenta ser nonsense mas é só sem sentido mesmo.

5. The Michael J. Fox Show

Talvez seja culpa da expectativa, que tem o costume de nos fazer enxergar as coisas sob as lentes do que gostaríamos de ver e não do que vemos de fato. Assisti o piloto de The Michael J. Fox Show 5 vezes pra ter certeza, uma delas pouco antes de escrever esse post. Não é um dos piores pilotos, nem uma das piores séries. Mas é preguiçosa, insegura e tenta emplacar pelo simples fato de ter Michael J. Fox. É muito pouco para um ator do gabarito dele, é muito pouco para uma série que ganhou temporada completa tão rápido. Ou talvez seja muito pouco para uma série que poderia ser muito maior, mas teve medo.

4. Under The Dome

Já não sou muito fã de Stephen King, especialmente de seus finais. Os efeitos especiais da série são um terror, no mau sentido. E aí a CBS decide transformar o que deveria ser uma minissérie numa série regular. Resultado: tramas arrastadas, encheção de linguiça  e uma série a menos na minha grade.

3. Papito in Love

Supla, você tem quase 50 anos. Não é mais idade pra fazer chifrinho com as mãos e gritar “Yeah, baby”, nem de sair dado entrevistas dizendo “Eu estava bem saidinho”, muito menos de procurar namorada na TV. Mas veja pelo lado bom: ela preferiu você a uma mala de 100 mil reais. O que, provavelmente, só atesta contra a garota.

2. Super Fun Night

A série de Rebel Wilson se propõe a fazer rir a partir da vergonha alheia. Só consegue parte do objetivo. O episódio inaugural é uma bagunça, talvez por conta de ser o segundo episódio. O “piloto”, exibido no meio da temporada, também não faria um trabalho muito melhor. É uma pena, pois a Rebel Wilson é muito carismática, e eu realmente queria gostar da série. Mas ela faz eu me sentir numa daquelas apresentações de stand up brasileiro. O que não é, nem de longe, um elogio.

1. Lucky 7/Ironside/Cult

Na primeira posição, um combo de três preciosidades que, sabe lá Deus como, tiveram seus pilotos exibidos mas (felizmente) foram canceladas rapidamente. Claro, há mais séries que foram canceladas prematuramente, mas essas 3 realmente não tinham motivo nenhum para terem ido ao ar