ERIC STONESTREET, AUBREY ANDERSON-EMMONS, JESSE TYLER FERGUSON, ALEXIS ROSINSKY, TREVOR LARCOM

Fim de ano é aquela alegria: com peru, rever parentes, assistir o especial do Roberto Carlos e… Listas! Para passar o ano a limpo (e te dar assunto para conversar com aquele primo que você só vê nessa época do ano), vou listar as 10 melhores séries de 2013. Na minha opinião, claro.

10. 30 Rock

Em primeiro lugar, peço desculpas pois estou roubando. Na verdade não, pois a última temporada de 30 Rock terminou em 31 de Janeiro de 2013, logo está dentro da proposta. De qualquer forma, não podia deixar passar a oportunidade de citar uma das melhores comédias exibidas nos últimos tempos. Mesmo que a sétima (e última) temporada de 30 Rock não tenha sido a melhor, é muito bom ver que ainda existe vida inteligente na TV aberta. Sou apaixonado pela Tina Fey, pelo seu humor inteligente e sua capacidade de rir de si mesma e, por tabela, da indústria da TV como um todo.

9. Doctor Who

Doctor Who é aquela série que ninguém assistia mas esse ano todo mundo passou a dizer que era fã desde sempre. Eu mesmo só comecei a assistir esse ano, mas já sou um apaixonado pela série. Falando especificamente de 2013, adoro a dupla Matt Smith e Jenna Coleman. A química do casal principal é determinante para uma boa temporada de Doctor Who e temos isso esse ano, felizmente. Além disso, o encaminhamento da temporada para o apoteótico episódio especial de 50 anos, “The Day of the Doctor” foi primoroso. Claro, pode ser apenas pelo hype absurdo que a série teve esse ano, mas considero esse o melhor ano de Doctor Who.

8. Game of Thrones

“Rains of Castamere”. Só por conta desse episódio, Game of Thrones não poderia faltar em nenhuma lista de melhores séries. Mas teve mais que isso. A atuação de Emilia Clarke, numa temporada em que sua personagem precisaria mostrar um amadurecimento acima do comum, melhorou demais. Não a ponto de merecer uma indicação ao Emmy, mas anos-luz a frente da garota sem expressão e sem carisma da primeira temporada, ou da menina chorona da segunda. Peter Dinklage continuou seu excelente trabalho. Dos 3 personagens que considero centrais na série (Daenerys, Tyrion e Jon), apenas Kit Harrington continua devendo, com aquela cara constante de menino sofrido. Isso é um pouco preocupante levando em consideração o que vem por aí para Jon Snow, mas esse ano foi suficiente para não comprometer o desempenho de Game of Thrones.

7. The Voice (EUA)

O melhor reality musical do ano. Gosto muito da fórmula do The Voice e sempre achei que não tinha como errar (estava evidentemente errado, mas isso fica pra outro post). A edição do programa é demais, os candidatos são todos excelentes e, o que é melhor, me poupa da vergonha alheia a que outros programas do gênero me submetem nas fases preliminares. Ainda que a quinta temporada tenha tido um tom mais “olha-como-eu-sofro-por-favor-vote-em-mim”, não tira o mérito do programa como um todo. Nem mesmo a volta de Christina Aguilera (que pertence ao meu Top 10 de pessoas que eu empurraria escada abaixo) me tirou a atenção do programa.

6. Orphan Black

Uma das mais gratas surpresas da temporada, a série das clones de Tatiana Maslany tomou de assalto os corações daqueles que tiveram contato com a série. Apesar do enredo ligeiramente confuso, com algumas idas e vindas desnecessárias e informações importantes jogadas a esmo, a atuação de Maslany faz valer cada minuto sentado no sofá. Difícil acreditar que é a mesma atriz no papel da maluca da Helena e a “desperate housewife” Alison, só pra citar um exemplo.

5. Orange is the New Black

Outra grande surpresa da temporada, essa dramédia chegou de fininho e revelou-se uma das coisas mais gostosas de se assistir! As situações absurdas que acontecem dentro da prisão de Nova York são de cair da cadeira de tanto rir. Além disso, a inesperada profundidade das prisioneiras faz com que a gente tenha um carinho especial por cada uma delas. Além disso, Taylor Schilling e sua cara de perdida são um show à parte. É o tipo de série que você agradece por existir em streaming, e não ter de esperar pelo próximo episódio!

4. Modern Family

Sou suspeitíssimo para falar de Modern Family, pois é a minha série preferida do momento. Mas vamos combinar que esse ano, a série matou a pau! Acho que chorei em 80% dos episódios da quarta temporada, e ri em 100% deles. As crianças evoluíram demais em suas atuações, o que até me fez esquecer que a Sofia Vergara continua por lá. Julie Bowen e Ty Burrell estão com um entrosamento espetacular, e as combinações entre personagens e plots faz com que a série nunca seja cansativa. Apesar de achar que a season finale da quarta temporada não foi lá essas coisas, todos os outros episódios de Modern Family esse ano foram sensacionais!

3. Veep

A Vice Presidente mais legal do mundo não poderia ficar de fora. Julia Louis-Dreyfus está destruindo tudo nessa série. Mas nessa temporada, o destaque vai para Anna Chlumsky e Tony Hale. Selina Meyer só não é mais atrapalhada que sua equipe de assessores, e isso é ótimo. Talvez não para a política do país, mas com certeza para nossa diversão! O excelente trabalho da equipe de Veep culminou num dos melhores discursos de todos os tempos do Emmy, quando Julia Louis-Dreyfus recebeu o merecido prêmio de melhor atriz em série de comédia acompanhada de seus companheiros de elenco.

2. House of Cards

Logo nos primeiros 5 minutos do piloto, você nota que House of Cards é uma série diferente. O diálogo de Kevin Spacey com um cachorro moribundo mostra, de cara, tudo o que você precisa saber sobre Frank Underwood: cínico, metódico, inescrupuloso e, ainda assim, você quer torcer por ele. Todo o jogo político que ele e Carrie, interpretada pela espetacular Robin Wright, fazem é delicioso. E finalmente, quando você já está apaixonado pela série, Kevin Spacey estraçalha a quarta parede de maneira magistral. Um recurso narrativo simples e maravilhoso, que não interfere na sua imersão na trama mas fornece valiosos detalhes sobre a mesma.

1. Breaking Bad

Não tem como ser diferente. Walter White nos colocou entre a cruz e a espada. Afinal, ele era Heisenberg, um criminoso que tinha que ser punido. Mas antes disso, era o sr. White, professor de química e pai de família. White fez tudo pela família? Ou o gosto do poder o fez perder o ponto de parar? Egoísmo ou altruísmo? O que faríamos no lugar dele? Esses são alguns dos diversos questionamentos nos foram apresentados por essa obra-prima, com uma narrativa envolvente e com a duração correta, evitando que Walter White tivesse um final melancólico e covarde. Obrigado, Mr. White.