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Já que hoje é dia de falar o tempo todo de Breaking Bad, uma foto para lembrar quem já foi Bryan Cranston. Mas esse não é bem o assunto desse post. Responda rápido: o que Hal e Walter White tem em comum? Isso mesmo, leitor esperto: eles são pais. Mais: fariam tudo pelos seus filhos.

Nós sempre nos lembramos das mães (já fizemos alguns posts e podcasts enaltecendo essas abnegadas mulheres), e deixamos os pais de lado. Por que? Porque eles não tem importância? Para alguns, sim. Tem gente que acredita que “pai pode ser qualquer um”. Será? Não seria qualquer pai que aguentaria a barra de vida de Walter White, por exemplo. Aliás, conheço alguns pais que sucumbiram com problemas bem menores. De qualquer forma, os pais, dentro e fora do mundo das séries, possuem um papel singular. Vão além da missão de colocar comida na mesa, satisfazer suas companheiras sexualmente falando, e reclamar do filho que não sai do quarto (supostamente jogando videogame, mas que, na verdade, está usando outro tipo de joystick).

Sabe, um pai é o porto seguro. É aquele que fica firme quando tudo dá errado. É aquele que conserta o que está errado. Eu levei poucas broncas do meu pai, mas quando elas vieram, foram nos momentos mais críticos. E foram lições para nunca mais esquecer. Os pais fazem de tudo por nós. Se vier um meteoro para a Terra (ou pior, um box com a primeira temporada de Work It), são eles que vão se colocar na nossa frente.

Walter White, Hal, Jack Bauer, Jack Arnold, Michael Bluth, Ray Barone… pais tão diferentes, mas tão únicos. Cada um deles soube proteger a sua prole, e ensinar valiosas lições para os seus rebentos, pelas mais diversas vias. Rindo, chorando, fabricando metanfetamina, morrendo duas vezes, brigando por causa de um cachorro, aguentando a família disfuncional…. os pais das séries nos lembram que são com eles que podemos contar para segurar nossas piores barras. E muitas vezes, viver alguns dos momentos mais prazerosos de nossa infância e adolescência.

Veja bem, não estou desmerecendo as mães. Elas são as coisas mais importantes de nossas vidas, e são as estrelas de mais da metade das séries que conheço. Porém, a figura paterna pode ser tão maleável, que até mesmo aquele que não tem condições emocionais e mentais para ser pai (abraço, Homer Simpson) consegue agir como tal. Tudo bem, é o mundo mágico da TV. Mas cada vez mais eu quero ver os novos pais se esforçando para serem melhores que os antigos.

Ao mesmo tempo, valorizo os pais “das antigas”. Aquele que, depois de muitos anos, quando fazemos uma reflexão de nossa história de vida até o momento presente, concluímos que o que eles fizeram por nós foi o melhor que eles poderiam fazer. E em muitos casos (claro que temos exceções), você entende que aquilo que nosso pai fez por nós, e que foi o melhor que ele podia naquele momento, se chama amor.

Sei que pode ser estranho que a minha geração (ou as gerações que vieram depois de mim) só se toquem disso com as séries de TV. Por outro lado, é muito melhor que em algum momento, essa ficha caia. Os pais da TV lembram aos telespectadores de diferentes idades como é bom ser pai, como é importante ter a responsabilidade de cuidar de alguém que depende de você para ser uma pessoa de bem, e como esse é o legado mais importante que você pode deixar em vida.

Ao mesmo tempo, as séries de TV me lembram como é bom TER um pai. Como é bom ter alguém que você pode chamar de amigo. Como é saudável estabelecer um elo de ligação com alguém que, em muitos casos, é o seu principal modelo. Chamar o pai de herói é algo correto. Afinal de contas, muitas vezes são os pais que salvam o destino de seus filhos (ou ao menos tentam). O Dia dos Pais, assim como o Dia das Mães, é um presente também para os filhos. É mais uma chance de dizer para eles “obrigado por você estar no meu caminho, cuidando de mim, e querendo o meu melhor”.

Nesse Dia dos Pais, mesmo que o seu pai não seja um Jack Bauer, ou que esteja mais próximo de ser um Phillip Baueer (quem assistiu as 8 temporadas de 24 Horas sabe do que estou falando), procure lembrar à ele que você o considera um dos bens mais valiosos. Tudo bem, seu pai É o Phillip Bauer? Te entendo. Você não tem motivos para isso. Mas ao menos se recolha em silêncio, e diga isso para você mesmo. Qualquer mal do passado pode ser suplantado com o pensamento do fato que você está aqui, lendo esse post, por causa dele. E, quem sabe um dia, no futuro, essa pequena divergência passe.

E o mais importante: se você é pai e está lendo esse post… siga em frente nessa missão. É sua responsabilidade fazer o melhor por eles, fazer de tudo por eles. Não para receber os parabéns a cada segundo domingo do mês de agosto. Mas para que eles te devolvam todo o amor e carinho ao longo de 365 dias do ano. Ser um bom pai é um ofício, onde o grande prêmio é o olhar sincero, o abraço fraterno, e a certeza que você contribuiu positivamente para o mundo.

Uma última informação: Homer Simpson foi parar na usina nuclear de Springfield por causa de sua filha caçula, Maggie. E por ela, ele tem uma frase posicionada bem de frente para ele, em seu painel de controle: “faça isso por ela”. Isso diz tudo.

Um feliz Dia dos Pais para todos os pais que acessam o SpinOff.com.br!