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Uma das poucas coisas que ainda funcionam na NBC é o Saturday Night Live. O programa de esquetes de humor está no ar a 38 temporadas e 738 episódios exibidos (até o momento da produção desse post), sendo um dos shows de maior longevidade da história da TV dos Estados Unidos. E alguns dos esquetes apresentados ficaram tão populares, que ultrapassaram a barreira da televisão, e foram para o cinema.

Nesse post, faremos uma revisão de algumas dessas esquetes que se transformaram em filmes. Alguns deles mostram a força cultural que o SNL possui na cultura televisiva. Outros já mostram que certas propostas jamais deveriam sair da televisão. E como recordar é viver, vamos viver um pouco nas próximas linhas.

Os Irmãos Caras de Pau

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O primeiro exemplo é, talvez, o mais icônico. Os Blue Brothers, protagonizado por John Belushi e Dan Aykroyd, é considerado até hoje um dos melhores esquetes do SNL, e o conceito geral do seu filme é um dos mais descolados. Afinal de contas, os dois malandros precisam simplesmente salvar um orfanato católico. E no meio do caminho, usam de todas as artimanhas possíveis “em nome de Deus”. O filme é de 1980, e veio dois anos depois da estreia da esquete no programa.

Quanto Mais Idiota Melhor

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Wayne’s World foi um clássico da década de 1990, e colocou os nomes de Dana Carvey e Mike Myers nas grandes telas. Tudo bem que só o segundo conseguiu fazer sucesso com os filmes do Austin Powers, mas o fato é que a esquete teve o timing perfeito de captar o momento onde a “geração MTV” estava no ápice da sua evidência. Mesmo que essa evidência estivesse simbolizada nos adolescentes retardados, que não faziam nada e ouviam rock o dia inteiro. Fez sucesso na TV e no cinema, mas causou uma grande briga entre Carvey e Myers, que aparentemente foi resolvida depois de muitos anos (eles chegaram a refazer a dupla em algumas oportunidades no próprio SNL).

Coneheads

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Confesso que essa é uma das esquetes que não me agradavam muito no SNL. De qualquer forma, os norte-americanos adoravam ver a família com cabeça em forma de cone na TV, que na verdade era uma família de alienígenas. Protagonizado por Dan Aykroyd e Jane Curtin, o filme foi um fracasso completo: gastou dinheiro demais, arrecadou muito pouco, e foi massacrado pela crítica.

It’s Pat

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Mais um sucesso do SNL que vira um grande fracasso nas telas do cinema. A ideia de Pat, que era sexualmente ambígua, mas tentava encontrar o verdadeiro amor, era popular na TV, mas quando chegou ao grande público, a ideia se mostrou muito simplória. Apenas US$ 600 mil foram arrecadados na bilheteria, isso sem falar naqueles que se sentiram ofendidos com várias cenas do filme.

The Ladies Men

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Tim Meadows interpretou por anos Leon Phelps, o terapeuta sexual pegador que jamais saiu da década de 1970. No SNL, foi mais uma das esquetes que se deu muito bem, até mesmo porque o horário que o programa é exibido nos Estados Unidos permite ousar um pouco mais. Porém, quando foi para os cinemas… orçamento de US$ 24 milhões, arrecadação de bilheteria de US$ 14 milhões… faça as contas. Preciso dizer mais alguma coisa?

Os Estragos de Sábado à Noite

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A Night at The Roxbury foi um hit do SNL do final da década de 1990. Will Ferrell e Cris Kattan deram vida aos irmãos “descolados”, que acreditavam de forma convicta que as suas vidas mudariam por completo se eles frequentassem as baladas mais sofisticadas. O filme lançado em 1998 foi odiado pela crítica, mas foi muito bem nos cinemas.

Superstar

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Mais um fracasso. Molly Shannon interpretava Mary Katherine Gallagher, a estudante maluca da escola católica que trafegava entre sua incredulidade em relação à tudo e a sua estranha mania de cheirar tudo. Sei lá como funcionou no programa, mas no cinema, foi espancado pelos críticos.

MacGruber

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Por fim, MacGruber, a paródia de MacGuyver protagonizada por Will Forte, que deixou o SNL por acreditar que o projeto daria certo. Ledo engano. Nem a ajuda da competente Kristen Wiig (vide Missão Madrinha de Casamento) salvou o filme, que não foi bem na bilheteria, não teve distribuição internacional, e se tornou uma espécie de filme “cult”. Até porque era difícil sustentar um argumento apoiado em uma única piada: a explosão no final da esquete.

Com informações do THR.com