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O mês de maio está chegando, e com ele, temos o “mês do facão”, onde os principais canais dos EUA decidem quais séries serão renovadas ou canceladas da programação. Alguns canais já estão com o caminho bem adiantado, enquanto que outros ainda mantém o ar de mistério sobre algumas de suas produções.

Tal como fizemos no ano passado, vamos publicar aqui uma lista de séries que estão na já mundialmente conhecida condição da “bolha do cancelamento”, para que você possa ter uma ideia do que pode acontecer com a sua série preferida. Toda essa análise é um patrocínio do TVGuide.com.

Preparados? Vamos lá.

Almost Human (Fox)

A boa notícia: a média da demo na temporada (1.9) é boa o suficiente, e foi o bastante para renovar dramas como Bones e The Following. Para uma série sci-fi, está bem ajustada para fazer uma eventual dobradinha com a já renovada Sleppy Hollow.
A má notícia: A Fox já tem outras séries dramáticas encomendadas, como Gothan e Hieroglyph, o que deixa poucas opções para renovações na grade a essa altura do campeonato.

Beauty and the Beast (CW)

A boa notícia: tem uma boa base de fãs apaixonados pela série, mais do que outras séries do canal que também estão na bolha (como Hart of Dixie, The Carrie Diaries e The Tomorrow People).
A má notícia: em pausa até junho, a audiência da série foi um fracasso sem a liderança de The Vampire Diaries nas segundas, perdendo mais de 50% da audiência geral e da demo 18-49 anos. É hoje o drama com mais baixa audiência da CW.

Community (NBC)

A boa notícia: com os cancelamentos de The Michael J. Fox Show e Sean Saves the World, a série sobrevive na NBC. Mais: o próprio canal está disposto a realizar o #SixSeasonsAndAMovie (e seria bizarro desistir desse objetivo faltando apenas uma temporada para alcançá-lo).
A má notícia: Community já tinha uma audiência ridícula, e nessa temporada, perdeu mais 10% (ficando com 3 milhões de audiência geral, e 1.1 na demo 18-49 anos, em média). A situação piora quando comparamos a audiência da série com as comédias de midseason, como About a Boy (7.6 mi/2.1) e Growing Up Fisher (6.8 mi/1.8).

The Crazy Ones (CBS)

A boa notícia: o elenco coadjuvante fez a série encontrar o seu caminho. James Wolk, Hamish Linklater e Amanda Setton ajudaram Robin Williams e Sarah Michelle Gellar no processo de fazer a sua audiência rir – e esquecer que Gellar fez Ringer um dia.
A má notícia: é uma das comédias de mais baixa audiência na CBS, sendo a única a ficar com uma média de temporada abaixo dos 10 milhões na audiência geral, e demo inferior a 2.0. É uma das poucas comédias com temporada completa a não ser renovada de forma antecipada pela CBS (e esse último item é o indício mais evidente de cancelamento iminente).

Enlisted (Fox) 

A boa notícia: os críticos norte-americanos amaram a comédia militar, e a série é considerada pelo departamento de programação da Fox uma das favoritas do público. Se for amada pelos executivos do canal, pode ter boas chances de receber mais uma chance.
A má notícia: Comparado com as comédias que já foram renovadas pela Fox (que também não são lá grande coisa na audiência), a média de Enlisted (2.1 milhões/0.7 na demo) é algo ridículo. E com o canal se comprometendo com várias comédias novas para a próxima temporada, as chances da comédia militar sobreviver são microscópicas.

The Goldbergs (ABC) 

A boa notícia: a nostálgica sitcom vem regularmente derrotando as comédias da Fox na audiência – New Girl e The Mindy Project (missão essa que, convenhamos, não é das mais difíceis), e é a comédia nova favorita de Paul Lee, CEO da ABC Entertainment, o que pode ser o passaporte carimbado para uma segunda temporada.
A má notícia: a ABC não quer descolar a série de Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. na grade – que está perdida nas terças-feiras -, e está em dúvida se a comédia já tem essa força toda para ser uma série “lead-in”.

Hannibal (NBC)

A boa notícia: é uma das melhores séries dramáticas da atualidade. Amada pela crítica, que praticamente garantiu sozinha uma segunda temporada para a série. Além disso, a NBC não gasta muito dinheiro com a produção, por conta da parceria com a produtora francesa Gaumont, e isso faz com que o canal tenha um pouco mais de paciência com os baixos índices de audiência. Por fim, o criador da série Bryan Fuller já sugeriu que a série pode ter apenas três temporadas. Logo, por que não renová-la?
A má notícia: a audiência de Hannibal é simplesmente ridícula – ficando pior quando foi transferida para as sextas-feiras (2.8 milhões na audiência geral, 0.9 na demo 18-49 anos). É a pior audiência da NBC, considerando todas as suas produções. Pior: a audiência dos DVRs não ajuda. Se for cancelada, não será surpresa nenhuma.

Law & Order: SVU (NBC)

A boa notícia: mesmo com tanto tempo no ar, a série se mantém criativa, explorando profundamente os personagens e apostando em longos arcos de episódios. A média de audiência da atual temporada (6.8 milhões na audiência geral, 1.8 na demo 18-49 anos) faz de SVU a terceira maior audiência entre os dramas do canal nessa temporada. É difícil não ser renovada com esse histórico.
A má notícia: depois de 15 temporadas, a série se tornou muito cara para ser produzida. Além disso, as negociações de renovação de contrato ano a ano com Mariska Hargitay sempre são sinônimos de tensão e incerteza sobre o futuro da série.

Marvel’s Agents of S.H.I.E.L.D. (ABC)

A boa notícia: com uma média de 7.3 milhões na audiência geral na temporada, a série é um sucesso junto ao público jovem masculino, e tem um grande aumento de audiência semanal quando somada a audiência dos DVRs. Por conta de uma estreia com elevada audiência, ainda é um dos cinco dramas mais vistos da ABC na temporada, o que deve ser o suficiente para que a parceria entre Disney e Marvel prevaleça por pelo menos mais uma temporada.
A má notícia: A audiência da série foi uma queda constante na audiência geral e na demo 18-49 anos. Não importa o que aconteça na série a essa altura do campeonato: a produção não consegue os índices de audiência esperados pela ABC.

The Mentalist (CBS)

A boa notícia: ainda tem uma audiência consistente, e gerou um certo barulho nessa temporada quando finalmente revelou (e resolveu) o plot do Red John. A audiência permaneceu na série depois do “reboot” promovido pela série depois dessa revelação.
A má notícia: não fez parte do pacote de renovações da CBS em março, além de não haver rumores sobre negociações individuais de contratos. Além disso, o criador da série, Bruno Heller, deixou a produção para assumir o projeto de Gothan (Fox), o que pode ser mais um indício que a série está chegando ao fim.

Nashville (ABC)

A boa notícia: semana após semana, a série entrega o que se propõe a fazer, com a equipe criativa da produção encontrando soluções interessantes para os plots criados (principalmente aqueles que não são focados na indústria musical).
A má notícia: a série não tem essa visibilidade toda, e perdeu audiência em relação à 1ª temporada (-9% na audiência geral, e -19% na demo 18-49 anos). Entretanto, os bons números no DVR podem salvar a série. Detalhe: Nashville também estava na “bolha do cancelamento” no ano passado, com números melhores que os atuais.

Revolution (NBC)

A boa notícia: a média de audiência da série (5.1 milhões na geral, 1.7 na demo 18-49 anos) não é tão ruim assim, se você comparar com a audiência de outras produções do canal como, por exemplo, todas as comédias das noites de quinta-feira (também conhecida como “o buraco negro da programação dos EUA”).
A má notícia: o interesse pelo plot pós-apocalíptico da série caiu mais do que a sua própria audiência. A série não consegue alcançar os 6 milhões de audiência geral desde a estreia da atual temporada, e não superou os 2.0 na demo 18-49 anos. Para piorar, a série quebra os seus recordes negativos de audiência constantemente. E você sabe que a coisa está mal quando episódios inéditos de Revolution são substituídos por reprises de Law & Order: SVU e (pasmem) um especial com o Príncipe Harry.

Suburgatory (ABC)

A boa notícia: no ano passado, a série tinha números fracos quando era exibida depois de Modern Family. Mas nessa temporada, sua audiência é considerada promissora, levando em conta o fracasso que foi Super Fun Night e a baixa audiência de Mixology.
A má notícia: sem o lead-in de Modern Family (e graças a uma pausa de absurdos nove meses… parabéns, ABC!), a audiência da série caiu consideravelmente. A decisão pode ser influenciada pelo desenvolvimento do plot da temporada. E se depender disso…

The Tomorrow People (CW)

A boa notícia: vai melhor na audiência (1.6 milhão de audiência geral, 0.6 na demo 18-49 anos) do que outros dramas do canal que ainda não foram renovados (The Carrie Diaries, Hart of Dixie e Beauty and the Beast).
A má notícia: a CW ainda não cancelou as suas séries de midseason, e The 100 (pasmem) ainda está com audiência boa o suficiente para pleitear um lugar na fall season. The Tomorrow People pode ser cancelada se o drama dos adolescentes delinquentes que caíram no planeta Terra pós guerra nuclear for promovido para a grade principal do canal.

Trophy Wife (ABC)

A boa notícia: a série é adora pelos fãs, e tem a simpatia dos críticos. Pode ser a “nova Happy Endings” da ABC: uma série muito bem recebida, com fãs fervorosos, mas com baixa audiência. E, mesmo assim, o canal pode dar mais uma chance.
A má notícia: com uma média de 3.8 milhões na audiência geral, e uma demo 18-49 anos de 1.2, é a comédia com mais baixa audiência da ABC. Consegue ir pior que Mixology, que de forma quase inexplicável, ainda é exibida depois de Modern Family – uma posição na grade que poderia ser melhor aproveitada por Trophy Wife.