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Algumas músicas são muito associadas com uma série específica e um determinado momento na televisão. E quando isso é feito de forma muito bem feita, esses momentos se tornam especiais e únicos. Ao ponto de considerarmos uma blasfêmia se outra série decide usar a mesma música na sua trilha sonora. A seguir, temos uma lista de 10 músicas que devem ser evitadas por roteiristas e showrruners. Na verdade, não podem ser usadas nunca mais no mundo das séries.

Mama Cass, “Make Your Own Kind of Music” (em Lost)

Há 8 anos atrás, o mundo ansiava pelo início da segunda temporada de Lost. Felizmente, a paciência de muitos foi recompensada com a utilização da música de Mama Cass durante a sequência que revelava o que era a tal escotilha mostrada no final da temporada anterior. E, na época, isso era algo importante (depois, tudo isso não valeu de nada). Isso fez com que a música entrasse imediatamente na “mitologia” de Lost, e muita gente não gostou quando os roteiristas de Dexter “roubaram” a música em um episódio da atual temporada.

 

Chris Isaak, “Wicked Game” (em Friends)

Na segunda temporada, depois de anos de paixão platônica, desencontros e um Paolo no meio do caminho, Ross e Rachel finalmente ficaram juntos! E fizeram! Tudo bem, nem tudo saiu como Ross planejou, mas mesmo assim, ele conseguiu extrair o melhor de uma situação ruim, fazendo um piquenique romântico dentro do planetário do museu onde ele trabalhava. E a partir daí, nunca mais pensamos em caixinhas de suco da mesma forma.

 

Imogen Heap, “Hide and Seek” (em The O.C.)

Trey e Caleb não eram personagens muito bem vistos pela audiência em The O.C., mas eles jamais serão esquecidos graças a Josh Schwartz, que decidiu usar a música Hide and Seek. No caso de Trey, seu tiro ainda é mais lembrado pela paródia feita pelo pessoal do The Lonely Island, se tornando um dos momentos musicais/humorísticos mais icônicos da década passada.

 

Snow Patrol, “Chasing Cars” (em Grey’s Anatomy)

“If I lay here, would you lie with me, and just forget the world” (“Se eu deitar aqui, você deitaria comigo e esqueceria do mundo”). Todas as vezes que ouvimos essa frase, vemos automaticamente a imagem de Izzie se deitando nos braços do seu falecido noivo Denny Duquette. E isso aconteceu em 2007, crianças.

 

Gillian Hills, “Zou Bisou Bisou” (em Mad Men)

A estreia da quinta temporada de Mad Men trouxe a certeza que todos sabiam que Megan não era Betty. E qual é a melhor forma da série apresentar a sua grande personalidade? Com uma performance musical! É difícil passar indiferente à isso.

 

Israel Kamakawiwo’ole, “Somewhere Over the Rainbow” (em ER)

Ao longo de 15 temporadas da série, nenhum momento foi tão impactante e triste quanto a morte do Dr. Greene. Depois de aceitar a derrota para o câncer, Mark Greene decide se reconectar com sua filha, e falecer no Hawaii. A canção, tocada ao som de um ukulele, ofereceu aos últimos momentos de Mark uma das melhores cenas da TV em todos os tempos. E ouvir essa música é automaticamente se lembrar disso. E ter algumas lágrimas rolando no seu rosto.

 

Sia, “Breathe Me” (em Six Feet Under)

Ao terminar a série, todos tiveram uma insaciável necessidade de saber o que aconteceu com os personagens depois dos créditos finais. Então, os roteiristas de Six Feet Under decidiram atender aos fãs da forma mais dolorosa possível, com uma montagem que mostra o final feliz de cada membro da família Fisher, ao som de Breathe Me. E, naturalmente, registrando a morte de todos eles. Foi um final perfeito. Principalmente se a sua ideia de perfeito é fazer com que quem viu a cena comece a chorar todas as vezes que essa música tocar.

 

Europe, “The Final Countdown” (em Arrested Development)

A música The Final Countdown foi lançada em 1986, mas a confirmação que ela está sim na lista das mais memoráveis canções a cultura pop só veio em 2003. Graças ao questionável gosto musical de Gob, no momento que ouvimos o sintetizador da introdução da música, nós rapidamente associamos à série. Ou seja, não vamos mais nos esquecer dessa música. Definitivamente.

 

Evanescence, “My Immortal” (em So You Think You Can Dance)

Dificilmente os reality shows conseguem conectar a sua audiência com um momento musical da mesma forma que uma série roteirizada o faz. Mas quando vemos essa audição da nona temporada de So You Think You Can Dance, nos temos algo realmente memorável. A forma como Hampton Williams dançou ao som de My Immortal fez com que todos simplesmente exorcizassem os seus fantasmas por alguns momentos. Mais: ele repetiu a coreografia esse ano, com sua namorada e sua filha. Sensacional!

 

Mike Doughty, “I Hear the Bells” (em Veronica Mars)

Veronica Mars foi a série que sempre foi capaz de transformar a angústia adolescente em algo muito bonito. E quando Logan confessa os seus sentimentos para Veronica ao som de I Hear the Bells, temos um momento onde muitos espectadores colocaram essa música automaticamente na trilha sonora de suas vidas.

 

Tommy James and the Shondells, “Crystal Blue Persuasion” (em Breaking Bad)

Falemos sobre paciência. Vince Gilligan, de alguma forma, esperou cinco temporadas inteiras antes de usar a canção Crystal Blue Persuasion, que claramente foi destinada a ser o tema de Heisenberg. O resultado produzido foi perfeitamente capturado, e nos faz sorrir mesmo quando estamos diante de uma das facetas psicológicas e criminais mais sombrios da TV em todos os tempos.

 

FAIXA BÔNUS: Jeff Buckley, “Hallelujah” (em um monte de séries e filmes, mas nesse caso… em The O.C.)

Essa música está como “faixa bônus” por um motivo diferente. Ela se tornou “memorável” porque um monte de produtores e roteiristas começaram a usar essa canção para designar a morte de alguém importante na sua série ou filme. Com isso, chegou uma hora que até mesmo em tom de piada, todo mundo executava a versão de Jeff Buckley, mesmo que seja só para fazer piada com isso.

Nesse caso, escolhemos como exemplo a série The O.C., justamente por ser o momento da série que mais divide opiniões entre os fãs. Para alguns, a série acabou ali, com a morte de Marissa Cooper, e sem ela, nada mais fez sentido. Para outros, foi o momento mais esperado desde que a série começou: a morte de Marissa Cooper, comemorada como se fosse o Brasil ganhando a Copa do Mundo.

 

Com informações do TV Guide