Sabe quando uma coisa perde MESMO a noção de quando deve parar? Pois é… Heroes (NBC/Universal/SciFi) começa a ultrapassar, lentamente, este limite, prorrogando algo que já está declarado desde o término da 2da temporada. Seu fim.

Depois do anúncio oficial (tanto pela NBC quanto pelo Twitter de Greg Grumberg a.k.a. Matt Parkman/criador de gadgets para o iPhone) de que Bryan Fuller está mesmo fora da série dos heróis atrapalhados, imediatamente me veio na cabeça a rase “agora sim, está na hora de parar”. Tá, beleza, ele está produzindo dois novos pilotos para a NBC… e isso seria uma boa desculpa, se ele não tivesse usado a célebre frase “diferenças criativas com Tim Kring”. É, amigo… a diferença criativa é perigosa e já marcou dois gols contra o Brasil no jogo passado.

Fato é que: diferenças criativas podem significar outras duas frases: 1) “eu não concordo em nada com o que você faz” ou 2) “eu ganho muito pouco para salvar a besteira que você fez”. Sim, isso é fato. Tim Kring começou muito bem com a série. 90% de nós concordamos com isso. Só que aí, o caldo desandou… desandou… desandou… e deu no que deu. Chamaram Bryan Fuller para tentar salvar os heróis. De fato, a série deu uma melhorada do tal dito S03E20, que foi o primeiro que teve a intervenção de Bryan, mas a esta altura dos acontecimentos, o estrago estava feito e não tem mais como a NBC recuperar o povo que caiu na real, e entendeu que Heroes não tem mais conserto.

Mas devo lembrar aqui também que Bryan Fuller usou a “saída pela direita”, pegando dois novos pilotos para desenvolver. O fato é que… Bryan Fuller não deu conta de segurar as pontas de sua própria série, Pushing Daisies (ABC/Warner/SBT), que era igualmente promissora na sua primeira temporada, mas que na segunda desandou por completo, se focando em qualquer abelha que aparecesse no cenário, e não em Ned e Chuck. Logo, Bryan já tem um score negativo no seu histórico. Passar por Heroes conta como meio ponto negativo na caderneta, ok?

Por fim, eu creio (quer dizer, torço, espero, desejo…) que este seja o golpe de misericórdia para acabar com isso de uma vez por todas. Mesmo que isso, por tabela, acabe com uma das minhas maiores diversões que é falar mal de Heroes (e também acabe com o divertimento do mercado de países emergentes, onde a série está bombando), acho que o telespectador deve sim ser resguardado de um produto televisivo que cada vez mais ofende a inteligência de quem assiste séries, com uma história sem pé nem cabeça, um roteiro cheio de falhas, e um contexto de série que só um verdadeiro milagre pode salvar.

E eu espero que este milagre não aconteça desta vez.

E TENHO DITO!!!