Save Yourself. Pois é, vou seguir esse conselho de forma mais séria em 2013. Principalmente quando me perguntarem: “você vai assistir True Blood (HBO) na sexta temporada?” Em vários momentos da minha vida eu repensei conceitos, e ultimamente, eu levo as coisas na esportiva e no bom humor. Mas quando percebo que algo está gastando o meu precioso tempo, quando poderia fazer coisas bem mais interessantes e lucrativas…

Então… por onde começar sem ofender ninguém? Impossível!

Para começar, tudo aquilo que eu disse antes que era engraçado se tornou incrivelmente sem graça, maçante e desnecessário. Os últimos três episódios (dos episódios 09 até o 11) foram terríveis. Argumentos fracos, histórias sem sentido, e uma enrolação para os acontecimentos que deu a tônica da temporada. Aliás, temporada essa que prometeu, no seu começo, o “agora a coisa ficou séria”, com a volta de Russell e Newlin, a Sookie desenvolvendo os seus poderes de fada (e me dói escrever isso), e toda aquela baita batalha entre humanos e não humanos que se traçava.

Pois é. Nada disso aconteceu.

Gastaram 12 episódios para derrotarem Russell, dito “o todo poderoso vampiro viciado em fadas”. E como? De uma forma que poderiam fazer desde o primeiro minuto da quinta temporada. Sem lutas, sem embates, sem nenhum tipo de sacrifício. Nada. Ou seja, trouxeram um personagem que, ao longo de 12 episódios, não fez nada, a não ser ter outro relacionamento gay, cantar música do Sinatra na festa dos outros, se fingir de drogado, entre outros absurdos.

Bill e Eric foram dois inúteis ao longo da temporada. Aliás, a lista de personagens obsoletos na quinta temporada foi gigante, mas falo disso daqui a pouco. Tiveram várias chances para eliminar Russell de uma vez, e não se envolverem com os vampiros fanáticos religiosos (que, aliás, adoram uma vampira que aparece sempre pelada, coberta de sangue… confesso, isso até que foi bom…), mas não. Também se fingiram de drogados, obedeceram ordens de vampiros bem mais poderosos que eles (que foram sucumbindo um a um ao longo da temporada, alguns por eles mesmos), e só no último episódio nosso amigo Eric resolve tomar uma atitude de macho (vampiro) e fazer alguma coisa que preste. E da forma mais óbvia possível.

Procurando a Sookie. Que é uma fada.

Aliás, Sookie nada fez nessa temporada, além de tentar descobrir quem matou os seus pais. Nem transar com o Alcide conseguiu, uma vez que o lobo também entrou na lista de inúteis da temporada, pois nem líder da própria matilha ele consegue ser. Mas, também, pudera: a matilha dele ficou viciada em sangue de vampiro, então… bom, continuando. Sam Merlotte foi mais metamorfo do que nunca, se transformando em qualquer tipo de animal que você possa imaginar.

Tudo para ajudar a resgatar a filha de outra metamorfa com um lobo Mesmo assim, mostrou que até uma mosca é mais perigosa que um vampiro em Bon Temps. Lafayette, que ainda tinha o Jesus na última temporada, sem ele, foi um completo esquecido. Não tinha absolutamente nada para ele fazer na temporada. Nem cozinhar no restaurante do Sam direito.

E a parte que mais dói nisso tudo: a Tara, que virou vampira, só pode ser eliminada da série se alguém enfiar uma estaca no coração dela, ou uma bala de prata com núcleo de madeira… ou seria o contrário? Sei lá… mas #ficadica para os roteiristas: transformar uma personagem descartável em vampira não é uma forma de agradar o público. Nem de longe. Mais ainda é fazer com que ela tenha um caso lésbico com a sua própria “mãe”, ou criadora.

Antes que eu me esqueça, o que foi o Andy engravidando uma fada, hein? Isso é possível? Humanamente possível? Ah, me esqueci que True Blood não é uma série sobre humanos…. a prova disso é o “parto de luz”, com direito a um agudo de Mariah Carey e demonstração de contorcionismo. Aliás, parabéns, papai!

Outra coisa. Essa seita de vampiros fanáticos religiosos é de quê mesmo? Ficaram confabulando, bebendo sangue de uma vampira que eles só viam sob efeito de drogas, falaram, falaram, falaram, transaram, mataram algumas pessoas, destruíram fábricas de True Blood… para que? Para que Jason, brincando de Counter Strike dentro do bunker subterrâneo deles ajudasse a acabar com tudo? Sério? O Jason ajudou a resolver o problema, minha gente! Isso prova o quanto essa “Autoridade” era patética! E todo mundo no final brigou por causa de um frasco de sangue… que não levou a lugar nenhum! Ou a um monte de compota em forma de sangue. Ou um… bom, você vai ver.

Mas alguns se salvaram no meio dessa temporada perdida. O próprio Jason Stackhouse, junto com Jessica e Pam tiveram histórias mais interessantes ao longo da temporada. Jason em algumas oportunidades deixou de ser o burrão pegador de sempre, e por algumas vezes, “usou o cérebro”. Bom, um pouco mais do que o habitual. Jessica resolveu assumir, de uma vez por todas, que é a vampira vadia que o Zuil sonhou. Fez até Hoyt se esquecer dela, e está louca para “fornecer” para Jason pelo resto da vida. E Pam se mostrou mais “humana” do que se imagina, ainda mais vindo de uma ex-prostituta nada sentimental. Essa parte da série até que valeu a pena.

Mas o todo da série, a temporada como um todo… é para que eu pare para uma reflexão séria, para analisar de forma fria e calculista se vale a pena gastar 50 minutos por semana nesse show de bizarrices sem sentido. Tá, ok, não é pra fazer sentido, mas não precisa escrachar. Legal zoar com todo mundo, mas vamos zoar de algo que tenha o mínimo de dignidade. Mas… será que sobrou alguma para Alan Ball?

Enfim, provavelmente não gastarei meu tempo vendo como continua essa bagunça. Ainda mais com a participação de “O Exterminador do Futuro”. Vou me livrar dessa mágoa em minha vida, pois como diz a Vana Medeiros, “a vida é curta demais para isso”.