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Tudo é uma questão de química. Entende?

Dentre os projetos de reboots, remakes e adaptações que marcam a morte da criatividade na TV, Lethal Weapon é um daqueles que menos torço o nariz. Ao mesmo tempo, baseado na experiência não tão bem sucedida de Rush Hour (CBS), não diria que pode ter vida longa.

Mais da metade do sucesso ou fracasso desse novo projeto da Fox está nas mãos dos seus protagonistas, que são a essência de toda a série, ou o motivo pelo qual a mesma existe. O nome de Damon Wayans (My Wife And Kids) como um dos co-protagonistas pode ajudar a atrair público de forma invariável, mas se não tiver a química adequada com Clayne Crawford (Recitfy), as chances da série ir por água abaixo são grandes.

Nem falo sobre a produção de Lethal Weapon, que deve ser minimamente decente. Ou boa o suficiente para tentar chamar a atenção do público-alvo da trama, que é basicamente o mesmo que assistiria a mais um filme da franquia Máquina Mortífera (que, por sinal, tem um reboot especulado desde 2014). Também não vou poder falar do roteiro sem ver, mas torço (na verdade, já comecei a orar) para que não seja algo engessado e caricaturado.

Uma das coisas que me incomodou em Rush Hour foi justamente a proposta de ser um reboot mas com a atmosfera do filme, o que deixou tudo meio retrô e antiquado. Que Lethal Weapon ao menos não caia nesse mesmo erro. Estamos em 2016, ou seja, não precisamos ficar ambientados no filme que foi sucesso nas décadas de 1980 e 1990. Ah, e uma trilha sonora com menos solos de sax, pelo amor de Deus.

A Fox já aprovou seis séries novas. Além de Máquina Mortífera, O Exorcista é mais um sucesso do passado resgatado no presente. Dessa eu falo depois. Quando o tempo deixar. Ou quando a vontade bater.