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Então… eu disse que não ia ver mais, que para mim “já deu”, e que depois de um final daquele jeito que todo mundo viu, eu não ia voltar. Mas como a HBO liberou o seu sinal durante esse fim de semana na minha operadora, eu decidi perder mais 50 minutos da minha vida para ver a estreia da sexta temporada de True Blood. E, diferente do meu amigo @edu_sacer, que não tem palavra alguma, e já adicionou novamente Pretty Little Liars na sua lista do Banco de Séries, eu digo: “eu saí para não voltar mais”.

Não que eu esperasse alguma coisa depois de toda aquela confusão do final da quinta temporada. Na verdade, até esperava. Esperava que o “F*deu” dito por Sookie na última fala da temporada anterior se concretizasse. Esperava o caos, uma ameaça real ao estado de Louisiana, e que o mega poderoso Billith (Bill + Lillith) colocasse o terror em todo mundo. Mas como ninguém lá na HBO se importa muito para o que eu ligo…

…aconteceu EXATAMENTE O CONTRÁRIO! 

Na verdade, nada de importante aconteceu. Alguns absurdos se detectam logo de cara. Ao invés de todo mundo ter um inimigo comum (Billith), e desse inimigo comum começar a colocar o terror em todo mundo, o nosso amigo Bill resolve “assumir o controle do próprio corpo”, e usa um dos argumentos mais ridículos para mudar o objetivo de um personagem, apenas para esticar a trama ao máximo: “vamos sentar e conversar”.

De novo, para quem não entendeu: Bill bebeu o sangue de uma deusa vampira, acumulou um porrada de poderes… e quer conversar. Claro, ameaçou destruir todo mundo se alguém se metesse com ele. Mas, mesmo assim, quer parar, pensar no que fazer com tantos poderes, ser possuído pela tal Lillith de novo (isso é, se ela não for uma viagem de drogado do próprio Bill), para SÓ DEPOIS destruir todo mundo.

Eu juro que me vi em um episódio mal feito de The Walking Dead naquele momento.

Até porque ele quase que certamente será o salvador de todo mundo dos novos inimigos em comum dos amigos humanos/vampiros/metamorfos/fadas/Tara: o governador do estado de Louisiana, e Macklyn, que pode ser aquele que matou os pais de Sookie e Jason, com outro nome (ou um fruto da mente de retardado do Jason).

Aliás, aquele cenário de Call of Duty criado por Soookie, Eric, Tara, Jason, Pam e Jessica rapidamente foi desfeito. Até porque eles tinham que passar 40 minutos do episódio lidando com os seus respectivos “DRs” (Discutindo a Relação). Jessica decide que não quer mais ficar com o grupo (porque foi criada por Bill, que a recruta…), Jason surta de vez, e começa a ver coisas e pessoas, Eric devolve uma casa que nunca foi dele (para encontrar um jeito de derrotar Bill com a sua irmã que ele vive pegando), Sookie “quer ser normal” (sim, ela se esqueceu que ela é uma fada…), Tara e Pam seguem discutindo por que não podem continuar se pegando…

Sem falar no Alcide, que não serve para nada, exceto ser o chamariz para o público feminino/gay da série. Afinal, ele só aparece em duas cenas: uma delas comendo o braço do finado líder da matilha, e outra, pegando duas lobas. E sim, garotas… ele estava pelado. Afinal, Joe Manganiello é pago para mostrar a bunda na série.

Pois é… aconteceu “tudo isso” em 50 minutos.

Eu compreendo tudo o que aconteceu. Compreendo o recurso dos roteiristas para poder iniciar uma nova temporada. Porém, ficou tão na cara que eles usaram as saídas mais absurdas para justificar o “estamos zerando tudo para só retomar o assunto no final da temporada”, tal como foi feito outras vezes, que nem vou perder meu tempo assistindo a temporada. Fato é: True Blood se perdeu, não sabe mais como conduzir sua história, e precisa acabar correndo.

Muito provavelmente:

– Bill vai se redimir, e salvar Sookie e os demais de Lillith, do Governador da Louisiana e de todo o resto
– Eric vai, de novo, renunciar o seu desejo de pegar Sookie por um “bem maior”
– Sookie vai, de novo, usar seus poderes de fada, mas não vão servir para alguma coisa
– A loucura de Jason será resolvida com sexo
– O sexo de Jason será com Jessica
– Alcide não fará nada. De novo. Só vai ficar pelado o máximo possível
– Sam Merlotte vai ser um metamorfo inútil
– Lafayette será um cozinheiro inútil (quando poderia ser um macumbeiro inútil)

E por aí vai.

Não volto para True Blood, e desejo boa sorte para quem ficar. De série perdida, já basta o novo “megahit” da temporada: Devious Maids.