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Inacreditável! A CW só tem 10 anos de vida, mas já tem tanta visibilidade que parece que são 50.

De qualquer forma, depois de tanto bullying com o canal “café com leite” da TV aberta norte-americana, podemos dizer que o mesmo se consolidou como o canal do público jovem-adulto, com produções com várias temporadas no ar, um menor índice de cancelamentos, e maior conexão com o seu público.

 

 

O que é a CW?

 

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Além de ser a fonte da minha alegria semanal por zoar com pessoas que curtem séries de gosto duvidoso, a CW é o resultado de uma joint venture entre os canais The WB (do grupo Warner Bros.) e UPN (do grupo CBS).

A junção teve como resultado imediato um maior alcance de seu conteúdo dentro dos Estados Unidos, mas sem ter o mesmo alcance que os principais canais abertos norte-americanos (CBS, NBC e ABC). Assim como a Fox, a CW não tem afiliadas nos 50 estados norte-americanos (ela só se faz presente em todo o país com a ajuda das operadoras de TV por assinatura via satélite), o que faz com que sua audiência seja consideravelmente menor que as demais.

Por outro lado, isso não impediu que o alcance e a visibilidade do canal seja algo considerável. Costumo dizer que a CW é um grande laboratório da CBS/Warner, que soube muito bem identificar quais eram as preferências de uma audiência que tende a ficar mais tempo diante do computador do que na frente da TV.

 

O legado da CW (sim, é pequeno, mas existe)

 

Bloodlines

 

As séries da CW estão entre as mais vistas do planeta. Apenas isso.

A CBS/Warner consegue comercializar no mundo todo produções como The Vampire Diaries, Supernatural, Arrow, The Flash, entre outras.

Sem falar que, em muitos dos casos, nos países onde o canal não está disponível, suas séries são exibidas em canais cujo perfil de audiência é pelo menos similar ao da CW.

Vide no Brasil, onde várias séries do canal são exibidas na MTV.

 

Enfim… parabéns pelos 10 anos de vida, CW!

 

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Tudo bem que a CW não quebrou até hoje porque tem dois grupos de mídia muito fortes por trás do canal. Mesmo assim, eles contam com seus méritos.

O canal tem até Globo de Ouro e algumas indicações ao Emmy, suas séries são consagradas junto ao público, e o canal sempre busca acompanhar a tendência que o seu telespectador procura para o consumo de novas séries e/ou conteúdos de entretenimento.

Hoje, é um canal que tem mais acertos que erros, e dentro do que se propõe a fazer, é um dos mais competentes. Ver canais como ABC e principalmente Fox errarem mais e serem superados na audiência pela CW em momentos pontuais é um sinal claro de como a proposta se consolidou.

 

Para não dizer que não falei dos espinhos…

 

Win Some, Lose Some

 

Antes de encerrar esse post, sempre tem que rolar aquele bullying clássico com a CW.

Por isso, eu relembro algumas das mais baixas audiências do canal, com séries que não saíram da primeira temporada.

Por exemplo…

– The L.A. Complex (importada do Canadá, que mostrava histórias absurdas de jovens que moravam juntos e se envolviam com celebridades excêntricas).
– The Secret Circle (um Charmed wannabe que não deu certo. Foi cancelada rapidamente, mas gera protestos de leitores até hoje).
– Reaper (uma das primeiras tentativas da CW em ter uma comédia… e um dos vários fracassos do canal nesse aspecto).
– Hellcats (o drama que mostrava a política no mundo das cheerleaders… como não amar?).
– Containment (recentemente cancelada, poucos se apegaram. Mostrava a contaminação de uma cidade e a pegação em um cenário pós apocalíptico)
– Breaking Pointe (uma das tentativas do canal em fazer vingar um reality).
– Aliens in America (mais uma vergonhosa tentativa de comédia, quando uma família norte-americana recebe um estudante muçulmano através de um programa de intercâmbio).
– The Carrie Diaries (prequel de Sex And The City que até poderia dar certo, mas não deu).
– Life UneXpected (até que não era das piores – pelo contrário – mas não sobreviveu).