Lançamos mais um segmento aqui no Spin-Off. Agora, vamos dar espaço para todos aqueles que queiram fazer uma resenha e/ou crítica à sua série preferida. Basta escrever um texto bacana (e que seja minimamente legível para as demais pessoas, e não apenas para você) e mandar para o e-mail oEduardoMoreira@gmail.com. Se o seu texto realmente for bacana, ele será publicado aqui no blog, com seu nome e blog creditados aqui.

O primeiro texto é enviado por Rod Reis (RodReis.com), dos podcasts Papo de Artista e Mundo Rod.

Para quem acompanha a série televisiva Doctor Who (BBC), os feriados de Natal e Ano Novo de 2009 tiveram um sabor especial, na verdade até um pouco amargo.

Desde sua criação em 1963 a série vem se renovando de tempos em tempos usando um subterfúgio muito simples e genial, o personagem principal, o “Doutor”, não pode morrer, ao invés disso ele se regenera e toma outra forma física com leves mudanças psicológicas.

Pode-se dizer então que o sucesso e a longevidade de Doctor Who se deve aos ótimos e inventivos roteiros e ao fato que basta trocar de ator para a série seguir em frente.

Existem até agora dez encarnações do Doctor, cada uma com a sua peculiaridade e singularidade, graças ás interpretações de grandes atores que fizeram parte do programa. Claro que cada regeneração vem acompanhada de comoção e desconfiança do próximo ator, “Será que ele vai conseguir ser tão bom quanto foi seu predecessor?”.

E foi essa tristeza e desconfiança que presenciamos no final do ano de 2009 quando mais um círculo se fecha e mais uma era tem fim, a era de David Tennant como o Doutor.

 

Em 2005, quando Christopher Eccleston deixou a série depois de apenas uma temporada, David Tennant assumiu o manto do Doutor no final do episódio “The Parting of the Ways” (2005) e efetivamente no especial “The Christmas Invasion”. Durante os três anos que interpretou o Doutor, David Tennant foi agradando cada vez mais o público, sendo votado em 2006 como “O melhor Doutor” pela revista Doctor Who Magazine, desbancando outro favorito dos fãs, Tom Baker (Quarto Doutor).

Em 2008, veio a bombástica notícia que 2009 seria o último ano de David Tennant e do produtor Russell T Davies na série. Foi noticiado também que a temporada seria formada por apenas quatro especiais, sendo que os dois últimos seriam os episódios da regeneração.

David Tennant dá adeus á série em um episódio duplo que pode ser considerado um dos mais comoventes e emocionantes de toda a história de Doctor Who, de tirar o fôlego. Foi quase impossível não chorar na cena final onde David Tennant dá lugar a Matt Smith, o décimo primeiro Doutor.


Como segue a tradição, muitos fãs não queriam a saída de Tennant e estão com dúvidas sobre a competência de Matt Smith, que é o ator mais jovem a encarnar o personagem. Mas a trajetória da série mostra que raramente os produtores da série erraram na escalação dos atores dessa série que já é um patrimônio inglês.

A série retorna em abril em sua quinta temporada, renovada, com Steven Moffat na produção, com novos personagens, novos inimigos e novo Doutor. Vamos aguardar para ver o que essa nova fase nos trará, mas mesmo com as mudanças, ele ainda é o bom e velho Doutor.

Por fim, segue abaixo o trailer da próxima temporada