It’s Time To Face The Music! Again!

The X-Factor USA
está de volta, com uma nova proposta, novos jurados, nova roupagem… enfim, tudo novo para uma nova temporada. A Fox aposta no reality para alavancar a audiência de suas produções, além de fazer a dobradinha musical com Glee nesse segundo semestre. E mais: competir de forma séria com o principal sucesso da NBC, o outro reality musical, The Voice (mais para frente falamos dele). E no meio de tantas mudanças, chego à conclusão que elas foram pontuais, necessárias e já surtiram resultados positivos nos dois primeiros episódios exibidos.

Para começar (e só para confirmar o que já pensava desde o começo da temporada passada)… caro Steve Jones: você é totalmente dispensável, e não faz a menor falta em The X-Factor USA! NENHUMA! Foi uma felicidade não ter que topar aquele ar britânico esnobe, que não deixava ninguém falar, e com a carisma de um botijão de gás (quem mora em cidades do interior e/ou residências sabe do que estou falando). Fato é que, sem apresentador ou narrador dizendo a cada 10 segundos “It’s Time To Face The Music”, The X-Factor USA se tornou um programa muito mais agradável. E esse ganho foi inestimável ao programa.

Por consequência disso, a Fox mudou a abordagem da edição do programa. Uma vez que o reality não conta com apresentador nessa primeira fase (e, particularmente, acredito que isso vai se manter dessa forma até o momento das performances ao vivo, pelo menos), The X-Factor USA passou a ter um ar mais “reality”, adotando o estilo documentário para apresentar os candidatos, bastidores do programa, bastidores dos jurados e performances. Os dois episódios exibidos lembram mesmo um grande documentário musical, onde a fotografia e edição do programa está bem diferente do que na primeira temporada. E, ao meu ver, diferente, para melhor.

Uma coisa que a produção do programa prometeu foi dar mais foco nessa temporada aos candidatos do que na disputa interna dos treinadores. De fato, essas “briguinhas pautadas” entre os mentores foi uma das coisas mais chatas da primeira temporada. E, pelo menos nesses primeiros dois episódios, a Fox cumpriu com o prometido. As audições de The X-Factor USA vistas até aqui se focaram bastante nos competidores e seus contrastes, mostrando “heróis” e “vilões”, como todo reality musical da Fox precisa ter. Além, é claro, dos candidatos bizarros, que sempre são bem vindos. Nesse ponto, a Fox “bebe da fonte” da NBC, que tem o sucesso de The Voice calcado no talento real dos seus candidatos, e garante a diversão na interação dos treinadores.

É claro que a Fox vai precisar de tempo para que Demi Lovato e Britney Spears se mostrem como mentoras/juradas de verdade. Por enquanto, elas contam com a simpatia do público, mas uma hora, vão ter que “trabalhar” nas funções designadas. Britney sacou isso mais rapidamente, e já começou a se impor no programa, colocando de forma sutil as suas observações musicais. Já Lovato ainda está descobrindo o que fazer. Mas nem dá para condenar as duas posturas. Afinal, só dois programas foram ao ar. Acho que isso será bem mais determinante nos episódios de performances ao vivo.

Por fim, a segunda temporada de The X-Factor USA começou bem, e o reality, pelo menos no começo, já está melhor que na primeira temporada. Aqui, com mudanças profundas, já vemos melhoras interessantes no programa, e minhas expectativas sobre o sucesso do show aumentaram. Bom, pelo menos me animaram bastante. Ano passado, teve momentos que eu quis desistir. Mas muito por causa do mala do Steve Jones.

Se você não tem acesso aos “canais dos EUA”, saiba que a segunda temporada de The X-Factor USA estreia no Canal Sony no dia 2 de outubro.