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E temos mais um Sharknado para chamar de nosso. Sharknado 3: Oh Hell No! estreou na semana passada nos Estados Unidos e no Brasil, e depois de ver o filme duas vezes (para assimilar tudo o que essa maravilha pode nos oferecer), estas são as minhas impressões sobre um dos telefilmes mais vistos do ano – e fico me perguntando porque nenhum filme da série AINDA NÃO FOI INDICADO ao Emmy Awards…

Sharknado 3 repete a mesma fórmula dos filmes anteriores: um tornado recheado de tubarões invade a cidade (nesse caso, mais de uma cidade), onde o fator mais ameaçador é a manada de tubarões que recheiam o tornado, e não o tornado em si. Até porque você sempre pode se pendurar em uma porta de carro para se safar do tornado, e mesmo assim o seu carro NÃO SAI VOANDO pela ação do tornado. Legal, não?

A cada ano, o orçamento depositado pela NBCUniversal (dona do canal Syfy) em Sharknado aumenta. E dessa vez, o budget foi visivelmente maior: múltiplas participações especiais (ok, muitas sub-celebridades também…), participações de apresentadores dos programas da NBC, esportistas, cantores, rappers e até George R.R. Martin. Sem falar na utilização das dependências do parque da Universal na Flórida.

Mesmo porque, para quem não sabem o tornado recheado de tubarões dessa vez está saindo de Washington, D.C., e segue para a Flórida, destruindo tudo o que tem pelo caminho. E dessa vez, um cara só para resolver tudo não está nem perto de ser o suficiente. Nesse filme, Finn conta com a ajuda de uma mina muito sinistra, do Malcolm (de Malcolm in the Middle) e até do seu pai, o impagável David Hasselhoff.

Não tem como dar errado, certo?

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Sharknado 3 de novo cumpre o seu papel de ser um dos filmes mais toscos e cretinos que você vai ver na vida. E por conta dessa proposta, ele diverte. Tem piadas bem sacadas, situações absurdas, efeitos especiais fakes, e um final tão fora do real, que você ’embarca na viagem’ e ri nervosamente da solução adotada. Em linhas gerais, é o filme que eu esperava ver, dentro daquilo que se propõe a ser.

Porém, algumas coisas merecem uma observação mais crítica. Longe de mim dizer que o filme é ruim, pois não é. Por outro lado (e pode ser surpreendente o que vou dizer), a grana começa a atrapalhar a franquia Sharknado.

É visível a melhoria de qualidade estética do filme. Ter dinheiro nesse mundo é tudo. Porém, nesse caso em particular, a grana está matando a ‘mítica’ do filme. Veja bem: na minha opinião, Sharknado deu certo não apenas porque era absurdo no seu roteiro e divertido nas suas propostas de matar pessoas, mas também porque era tosco. E quando você tem dinheiro, é difícil você forçar a tosquice.

Até porque a tosquice é algo que vem naturalmente, espontaneamente. Você não consegue fabricar a tosquice. Senão, fica forçado.

Além disso, esse é o único dos três filmes que eu senti ‘se arrastando’ de um determinado ponto para frente. Ok, esse arrasto foi necessário para apresentar a solução que eles planejaram para finalizar a história (que, por incrível que pareça, é bem plausível, já que estamos falando de uma parede de tornados recheados por tubarões). Mesmo assim, senti falta da agilidade que os outros dois primeiros filmes naturalmente oferecem.

Mas nem esses detalhes atrapalham a experiência de Sharknado 3. Se você gosta da baçaga e não tem medo em ser feliz ao assistir ‘um dos melhores filmes de 2015′, pode ver sem muitos receios. Você vai dar as suas risadas, e vai pensar o tempo todo ‘como eles tiveram coragem de fazer isso’. E pode começar a pensar em Sharknado 4, que já está confirmado.

Além disso, precisamos saber: #AprilLives ou #AprilDies?