rogue one: uma história star wars

 

“Sempre passe adiante aquilo que você aprendeu”.

Usei uma frase do Mestre Yoda de propósito. Sim. Rogue One: Uma História Star Wars nem Jedi tem. Mas é um filme Star Wars. Depois de ver o filme duas vezes, concluí que muita gente esperava ver um novo Luke Skywalker, ou uma nova Rey. E não precisava ser assim.

Não tinha que ser assim.

Até porque tudo o que vimos foi a preparação para os eventos que você aprendeu a amar.

 

 

Eu queria ver GUERRA NAS ESTRELAS. E foi EXATAMENTE ISSO O QUE EU ENCONTREI!

 

Apenas para posicionar todo mundo – e isso é importante, para evitar erros de interpretação: os acontecimentos de Rogue One: Uma História Star Wars se passam entre os eventos dos filmes 3 e 4 da história principal. Mais para perto do filme 4, pois depois de tudo, temos a “nova esperança” implantada entre os rebeldes. Por conta de tudo o que aconteceu nesse filme.

Uma coisa que as pessoas precisam compreender é que estamos lidando com o novo. Com o diferente. Com algo que até então só ficamos sabendo que aconteceu, mas que nunca contaram para a gente como foi. E esse é um grande desafio para qualquer roteirista.

Mexer em uma obra que é amada por muita gente, amplamente conhecida por fãs de pelo menos quatro gerações, onde em alguns casos veneram os personagens e história é sempre uma aposta de muito risco. Era de se imaginar que algumas pessoas iriam ficar descontentes com o resultado final do filme. Até porque toda unanimidade é burra.

Mas ninguém pode dizer que NÃO É STAR WARS!

Todos os elementos básicos estavam lá. A Força, a aliança rebelde, o império. A aspiração em derrubar a tirania do império. A coragem de buscar forças na Força para enfrentá-los. A consciência de que perder uma batalha pode significar no futuro vencer a guerra.

Tá, faltou o Jedi. Mas… ninguém pensou no aspecto preparatório desse evento para o que viria a seguir?

Até porque todos nós sabemos que para derrotar o lado negro da Força, apenas quem tem a Força no DNA poderia fazer. E aí os Jedis entram.

Mas, convenhamos: sem Rogue One, os Jedis jamais alcançariam o ponto fraco de lorde Darth Vader.

 

 

Uma aposta segura, em uma história sólida, com os dois pés no chão

 

 

Rogue One: Uma História Star Wars é sólido na sua narrativa. Não tem exageros ou inconsistências na história que é contada, apresenta bem os personagens e suas aspirações.

Mostra os eventos a que se propõe a contar com consistência e solidez. Seus personagens são apresentados de foma clara, e alguns deles se destacam pela carisma ou alívio cômico.

Por outro lado, Rogue One não se propõe a ser um filme engraçadalho. Existem poucas piadas localizadas (uma delas excelente, brincando com certos furos de roteiro que vimos em alguns filmes), até porque a maior parte do filme trata da importância daquele evento para tudo o que viria depois.

Em alguns momentos, temos passagens dramáticas, onde muitos vão constatar o que já citei nesse texto: nem sempre perder a batalha significa perder a guerra. Fazer sacrifícios para um bem maior é algo que está nato em heróis, e muitos de Rogue One tinham plena consciência disso.

Na síntese, o espírito de realizar atos inacreditáveis por uma causa maior está presente. A essência de um herói, ou de alguém que acredita na Força tal e como esta filosofia é pregada está lá.

É uma história Star Wars SIM!

 

 

Um ótimo filme, que é responsável na sua proposta narrativa, e consciente sobre o que estava mexendo ou fazendo com a franquia de filmes. É quase certo que não teremos uma sequência de Rogue One, mas não será surpresa se tivermos.

Afinal de contas, a Disney queria uma nova franquia com a marca Star Wars e, pelo visto, conseguiu seu objetivo.

Talvez o melhor de Rogue One: Uma História Star Wars seja justamente apresentar uma autêntica Guerra nas Estrelas. É preciso lembrar que sempre houveram exércitos dois dois lados, e que seus embates alcançavam as dimensões apresentadas no filme.

Como um filme da franquia Star Wars, Rogue One é excelente. Altamente recomendado.