moana

 

Ouça a voz do seu coração, tenha fé e coragem… e siga o seu destino!

A Disney realmente sabe como contar histórias. Tanto as clássicas, que já conhecemos de cor, como aquelas que quase ninguém conhece. Tudo isso é fruto de muita pesquisa, dedicação e competência. E Moana: Um Mar de Aventuras é apenas mais uma prova da competência de um dos maiores grupos de entretenimento do mundo.

O 56to filme dos estúdios Disney cumpre com o seu papel de divertir o público infantil, deixando suas pequenas doses de filosofia para os adultos, além de apresentar ao grande público uma rica cultura que poucos tinham conhecimento.

Ou seja, o pacote completo.

 

O filme é centrado na vida de Moana, filha de um chefe de uma tribo da Polinésia. Moana é amorosa, valente, corajosa… com espírito aventureiro. E sempre se sentiu atraída pelo mar, mesmo sem entender direito por que.

A única que parecia saber dessa atração de Moana pelo mar era sua avó, Tala. Considerada uma velha louca pelo restante da tribo, ela tem a mesma conexão com o mar que a neta traz em seu íntimo. Porém, ela tem um motivo muito forte para essa intimidade: o passado da própria tribo.

Tala sabia de cor as histórias que envolviam a sua tribo, incluindo aquela que está levando à destruição a ilha em que eles vivem. Maui, um semideus lendário, roubou da deusa Te Fiti uma relíquia mística, e isso está causando o desequilíbrio de todo o local (já que a deusa se rebelou contra todos).

Moana se interessa pela história. E fica surpresa quando o oceano se interessa por ela. Desde pequena.

A menina cresce, sua atração pelo mar só aumenta, e a destruição da ilha onde ela e sua tribo vive também. O desejo e a necessidade falam mais alto, e Moana vai em busca do seu destino: devolver a relíquia para a deusa, com a ajuda de Maui, o ladrão original da relíquia.

Com  a ajuda do oceano, o grande cenário das aventuras da menina.

 

 

Moana é um ótimo filme. Não chega ao mesmo nível de Frozen (e, pais… fiquem tranquilos… não temos um novo “Let It Go” nesse filme…), UP: Altas Aventuras ou Divertida Mente, mas é mais um ótimo filme da Disney, e uma excelente opção para pais e filhos irem juntos ao cinema nessas férias de janeiro.

A parte técnica desse filme é irretocável. Várias técnicas de animação, e os elementos em 3D com texturas que simulam características humanas. Quero dizer, você sabe que são personagens criados em computador, mas a textura e tom da pele, cabelos esvoaçantes e outros elementos estão muito bem produzidos.

O roteiro do filme flui fácil, com a tradicional introdução explicativa, apresentando a história para o grande público. Os diálogos são divertidos, as situações são engraçadas, e o final, mesmo com a obviedade de que tudo acaba bem, é visualmente impactante.

Aliás, todo o filme chama muito a atenção pelo seu visual. Algumas situações são grandiosas, e as imagens exibidas em tela entregam isso de forma clara, evidente e com alta qualidade.

 

 

Por fim, as lições que Moana deixam para crianças e adultos são bem claras.

Mesmo não sendo um filme tão sensível como outras animações da Disney, é possível perceber esse ar de “moral da história”, quando vemos a coragem da protagonista em ouvir o seu coração para se nutrir de coragem para fazer o que precisa ser feito, mesmo sem ter poderes ou recursos para isso. Mais uma vez, vemos a essência do herói claramente descrita em um personagem.

O mesmo vale para Maui, que só acredita ser capaz de fazer coisas incríveis quando usa um objeto mágico. Ao longo do filme, ele compreende que naturalmente tem poderes, sem depender de artifícios. Pois a coragem e o desejo de fazer a coisa certa estão dentro dele, e se tornam algo fundamental para a resolução dos problemas apresentados.

 

DICA: vai assistir Moana sem medo de ser feliz, independente da idade. É mais um filme “gracinha” da Disney, que diverte a todos. Uma aposta segura para aquelas noites chuvosas de verão, onde a praia não é uma opção.

Manterá o seu filho feliz por duas horas, sem cansar.