dunkirk

A Comic-Con 2017 também deu destaque para Dunkirk, filme de Christopher Nolan, que por sua vez respondeu a algumas perguntas e críticas aos seus detratores.

Nolan ganhou respeito e admiração de público e crítica. Ao mesmo tempo, ganhou os anti-Nolan, que entendem que ele é supervalorizado. Uma das maiores críticas contra ele é que seus filmes são frios, muito calculados e sem emoção.

Nolan decidiu responder:

 

“Tento ser óbvio. Isso nos dá um pouco de liberdade para interpretar os filmes à sua maneira, incorporando o que quiserem. Alguns escreveram que meus filmes não possuem emoção, mas projetei esses mesmos filmes para pessoas que, no final, choravam copiosamente. É uma contradição impossível de resolver para um cineasta. Na realidade, é uma das coisas realmente excitantes sobre fazer cinema. Pelo visto, faço filmes que servem como testes de Rorschach”.

 

Nolan também falou sobre a duração de Dunkirk, o seu segundo filme mais curto, com apenas 107 minutos de duração. Apenas como comparativo, Interestelar, seu penúltimo longa, tem 169 minutos.

 

 

O cineasta explica que quis abreviar o máximo a montagem de Dunkirk, como parte do seu esforço em fazer o espectador absorver ao máximo à intensa história:

 

“Queria que fosse uma experiência mais intensa possível e, portanto, a mais depurada, essencial e curta possível. Só podemos aguentar o grau de suspense e tensão que queríamos para o filme durante esse tempo, antes de cansar o público.

Creio que as pessoas que souberam que estavam fazendo um filme sobre Dunkirk, principalmente os britânicos que já conhecem a história, estavam esperando por uma grande história épica. Imaginavam um filme de três horas e muitos diálogos.

O que fiz foi escrever um roteiro que tinha 76 páginas, a metade dos meus velhos roteiros, pois eu não queria contar a história em palavras: não queria a teatralidade das pessoas contando aos telespectadores por que eles deveriam se preocupar com eles.

Queria que as pessoas se preocupassem com os personagens simplesmente pela situação física em que eles se encontravam, e desse modo, construir uma experiência subjetiva dos eventos de Dunkirk que, com sorte, teria uma qualidade acumulativa e emocional ao longo do filme, que daria seus frutos no final, sem ser melodramático ou tornando sentimental esses fatos reais.

Logo, o ritmo implacável e a natureza elemental do filme foi algo que eu estava muito decidido a ser fiel desde o começo, antes de escrever o roteiro”.

 

O que você acha? Foi uma decisão acertada de Christopher Nola, ou você esperava que Dunkirk fosse uma grande história épica de três horas?

 

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