chicago justice

 

É evidente que o sangue de Dick Wolf tem poder. O mais impressionante é que o poder dele vem de mais uma repetição de uma fórmula relativamente simples.

Chicago Justice é a quarta série da franquia Chicago (Fire, P.D., Med, e agora, Justice), e não apenas devemos nos prender ao fato de tudo acontecer em uma mesma cidade, mas sim e ocorrer em um universo que já é consagrado junto à audiência, de uma forma de fazer TV que realmente funciona, por mais que eu ou você queiram dizer o contrário.

Apesar de particularmente duvidar que Chicago Fire daria certo, eu me esqueci que esta era uma série vinda do mesmo gênio que criou a franquia Law & Order. E jamais devemos duvidar de um homem que criou uma das mais duradouras e bem sucedidas franquias procedurais da história da televisão.

Tudo o que veio depois de Fire deu certo. Chicago P.D. é um dos dramas mais densos da televisão, e Chicago Med consegue caminhar com as próprias pernas. Logo, por que não apostar no tema que estava faltando entre essas franquias? OK, posso até estar me esquecendo de alguma delas, mas o Justice realmente precisava.

Ainda mais quando o Law & Order principal não existe a algum tempo (mas pode voltar em revival de dez episódios).

 

 

Na verdade, pelo menos nesse início, Chicago Justice é um Law & Order de Chicago. Com uma conexão direta com Chicago P.D., a nova série tem foco principal obviamente voltado para o processo jurídico da justiça, com alguns detalhes que envolvem a investigação em si, que deixa a conexão entre as duas tramas mais do que natural.

Além disso, a necessidade de mostrar como essas esferas trabalham juntos (ou pelo menos tentam) junto com os obstáculos estabelecidos pelas diferentes estratégias que advogados e promotores adotam em diferentes casos é o que realmente vale nesse novo procedural. Há quem se incomode com esse tipo de série “caso do dia”, mas a verdade é uma só: funciona.

E no caso da NBC, funciona e muito.

Chicago Justice é bem dirigido, bem produzido e bem roteirizado. O destaque da série está claro que será em cima dos diferentes casos que chegam ao juri, mostrando todo o processo de desenvolvimento dos casos, e em como a promotoria e a polícia trabalham juntos para produzir evidências que possam resultar em uma eventual prisão do acusado.

Não é, e nunca é uma tarefa fácil. Mas que, ao que tudo indica, vai trabalhar e muito nesse conceito.

 

 

Fora isso, não há muito o que dizer de Chicago Justice. Nem para o bem, nem para o mal. É uma série rendondinha nos aspectos técnicos, além de ser facilmente identificável como uma série de Dick Wolf. Todos os elementos conceituais e de desenvolvimento de trama estão lá. E tudo o que fará os fãs de suas séries também.

Me faz lembrar que, em um passado não muito distante, Dick Wolf tentou desenvolver sem sucesso um spinoff de Law & Order (Trail by Jury). Talvez. esse projeto de Chicago Justice, desenvolvido em uma franquia consagrada e com amplas possibilidades de crossovers com as demais séries (inclusive um crossover envolvendo todas as franquias Chicago mais o Law & Order: SVU) possa dar mais certo do que a primeira tentativa.

Estamos falando de um universo de séries mais fechado, que se faz presente em uma única cidade, e com todos os acontecimentos ocorrendo ali. Realmente é muito difícil imaginar outra coisa que não seja um sucesso garantido para a nova série.

Se você curte o gênero de séries de tribunais, pode ver sem medo de ser feliz.