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American Idol chegou ao mundo no verão norte-americano de 2002. A atual temporada (12) registra os índices mais baixos de toda a história do reality musical desde o seu ano de estreia, com uma demo 18-49 anos que é, na média, de 5.0, algo que já foi 9 nos anos áureos do programa. para complicar ainda mais a situação do ex-megahit da Fox,hoje, 25 de março a NBC estreia a quarta temporada de The Voice, que durante a sua última temporada, teve uma audiência média apenas 0.2 décimos mais baixa do que a atual temporada do seu maior rival (5.0 para Idol, 4.8 para The Voice). A pergunta é: será que The Voice vai desbancar American Idol na audiência de uma vez por todas?

Ken Warwick, produtor executivo de American Idol, insiste em dizer que não se importa muito com os números de audiência, e sim, se o vencedor do programa consegue se destacar mais no mercado musical. De fato, ele tem uma dose de razão. Phillip Phillips, vencedor da temporada 11 de Idol, já vendeu mais de 4 milhões de cópias da música que o fez vencedor do programa, “Home”, e o seu álbum de estreia vendeu 737 mil cópias no mercado dos EUA até o momento. Já Javier Colon, vencedor da primeira temporada de The Voice, não obteve destaque no mercado fonográfico, e Cassadee Pope, vencedora da segunda temporada, ainda está trabalhando no seu álbum de estreia.

Mas se no mercado musical American Idol segue dominante, na TV, isso não acontece mais. No começo de março, eles foram derrotados pelas sitcoms da CBS (The Big Bang Theory e Two and a Half Men), e mesmo que The Voice seja exibido em dias completamente opostos, ele já tem números de audiência muito próximos aos da atual temporada de American Idol (13.9 milhões de média por episódio).

American Idol ainda é uma força de audiência. Pode parecer um desastre hoje, se compararmos com a audiência do seu auge (temporada #5, 30 milhões de espectadores por episódio em média). Porém, 30 segundos de intervalo comercial no horário do programa são vendidos por US$ 340 mil, contra US$ 239 mil de The Voice. Lembrando que esse valores já foram de mais de meio milhão de dólares. Por 30 segundos de intervalos comerciais. Perdeu? Sim, mas ainda é muita grana.

A Fox também se preveniu para uma queda de audiência já “programada” por eles mesmos, uma vez que eles não sabia como os novos jurados (Mariah Carey, Nicki Minaj e Keith Urban) seriam aceitos ou não pelo público. Tanto, que encurtou a temporada para terminar uma semana mais cedo, eliminando a votação pelo público das semi-finais, indo direto para a votação popular para a formação do Top 10 da temporada.

Até agora, America Idol ainda está em primeiro lugar nas redes sociais, com uma atividade social que é 116% maior que no ano passado, segundo a Fox. A última temporada de The Voice atraiu 44% de manifestações dos internautas, e isso se levarmos em conta que ainda estamos na metade da temporada de Idol. É claro que não estamos levando em consideração qual será o impacto que as inclusões de Shakira e Usher farão junto aos internautas. Só saberemos depois de 25 de março.

Mesmo assim, sabemos que American Idol ainda se sustenta, mas os seus dias de glória realmente já passaram. Quem melhor ilustra o momento do programa junto à audiência é Randy Jackson, que o compara a um restaurante self-service: “antigamente, você saia de casa para jantar, e havia três ou quatro opções de pratos; você escolhia um, e ficava satisfeito. Hoje, vamos ao mesmo restaurante, e temos uma mesa com vários pratos. É mais difícil escolher um, e em alguns casos, é mais difícil conseguir um lugar naquele mesmo restaurante, que antes não era nem tão ocupado assim”.

Bom, vocês entenderam o que ele quis dizer…