game of thrones

Um dos segredos da popularidade de Game of Thrones (HBO) é a atenção aos detalhes que seus produtores entregam. E um desses detalhes é a inconfundível sequência de abertura da série.

A canção composta por Tamin Djawadi nos coloca imediatamente no mundo criado por George R.R. Martin. É, literalmente, um transportar, onde em 90 segundos visitamos os reinos da história e localização dos principais personagens.

Os fãs de Game of Thrones sabem que a abertura não é a mesma para cada capítulo. Ela varia de acordo com os locais que a história vai visitar. Com o passar das temporadas, outras cidades foram adicionadas à história e, consequentemente, na abertura.

 

 

O estúdio Elastic é responsável pela abertura de Game of Thrones e de outras séries com destaque, como True Detective, Westworld, The Leftovers, Daredevil, e The Crown.

Eles se inspiraram em vários elementos para a arte da abertura de Game of Thrones, como a esfera de Dyson, elementos renascentistas, esboços de Leonardo Da Vinci, entre outros.

O resultado desse trabalho árduo foi o Emmy Awards 2011 na categoria de melhor design de abertura em série.

Um projeto dessa magnitude requer cuidados, trabalho e organização. Por isso, o time de produção se delimitou a três regras para as aberturas, ainda mais agora que a história introduziu mais cidades, personagens e criaturas fantásticas.

 

 

 

Regra 1

 

King’s Landing, Winterfell e The Wall sempre aparecem na abertura, mesmo em temporadas onde poucas coisas acontecem em alguma dessas cidades. Outro lugar que sempre vai aparecer é a cidade ou a localização de Daenerys, que esteve em constante êxodo, mas que tem protagonismo nessa sequência de abertura.

 

Regra 2

 

Nem sempre aparecerão todas e cada uma das localizações onde a história acontece, por uma óbvia questão de logística. Às vezes alguns personagens estão em outras cidades que não aparecem na abertura, mas em compensação aparece uma cidade que os represente.

Por exemplo, na quarta temporada, Sansa e Littlefinger abandonaram The Eyrie e esse lugar seguia aparecendo na quinta temporada, mesmo que os dois estivessem em Runestone. Porém, só apareceu uma vez, e a cidade não teve maior relevância depois disso.

Esses detalhes podem ser detectados em diferentes temporadas, com diferentes personagens.

 

 

Regra 3

 

Greg Spence, produtor da série (e quem explicou essas regras), afirma que esta é a regra mais importante: a abertua não pode durar mais que 90 segundos, apresentando no máximo seis localizações. Além disso, as principais animações (King’s Landing, Winterfell y The Wall) não terão sua velocidade alterada para colocar as demais cidades na abertura.

Por isso que não são adicionadas todas as cidades visitadas no episódio, trazendo lógica nas distâncias viajadas para representar as tais seis cidades que podem ser apresentadas.

 

 

Por fim, estamos falando de um complexo universo que só cresceu, trazendo morte, conspirações e ameaças imprevistas.

A seguir, um resumo com a contagem de vezes que cada cidade aparece na abertura.

 

 

Vale dizer que a abertura nos lembra que, mesmo com tantos personagens e dramas na trama, Game of Thrones se concentra no Trono de Ferro, na história dos Stark, em Daenerys e, obviamente, a ameaça vinda do norte.

 

Via Uproxx