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A expansão do universo de Harry Potter. Sem o Harry Potter.

Animais Fantásticos e Onde Habitam é uma espécie de spinoff da história do amado bruxo, já que estão no mesmo universo. Os acontecimentos aqui ocorrem cerca de setenta anos antes dos eventos envolvendo Harry. E, mesmo assim, J.K. Rowling (dessa vez como roteirista do filme) consegue manter tudo conectado, dentro de um mesmo universo, e mantendo o mesmo espírito da história que já conhecemos.

Confesso que não sou o que podemos chamar exatamente de “público alvo” do filme, apesar de entender que um dos objetivos do filme era efetivamente conquistar o maior público possível. E acho até que o filme é bem sucedido nessa proposta.

Explico: apesar de acontecer em um passado culturalmente conservador, a história de Animais Fantásticos e Onde Habitam é relativamente mais acessível que a historia de Harry Potter. Não que o universo de Potter não o seja. Mas da minha perspectiva, é um pouco mais fácil entender o que acontece no mundo de Newt Scamander.

Que, aliás, de forma maldosa, foi chamado de “mestre Pokémon” por alguns seres mais inconscientes.

Não é bem assim.

Não basta ter animais na sua mala. Você precisa controlar eles e saber o que pode ou não fazer com eles, dependendo da situação.

 

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Aliás, a magizoologia é a grande protagonista do filme, ao lado do próprio Newt. Os animais contam com importância efetiva na narrativa da trama, apesar da grande ameaça estar presente em um humano. Ou em um humano com poderes e um bruxo.

Porém, como eu disse um pouco antes… eu não sou o público alvo desse tipo de filme.

Apesar de considerar a narrativa do longa bem interessante para quem está mais íntimo com a série de livros, ou para quem é fã de carteirinha desse universo, eu achei o filme arrastado em diversos momentos, onde pouco ou quase nada acontece.

Algumas situações ao longo do filme se arrastam desnecessariamente, e a impressão que dá é que o filme realmente engrena no começo da hora final. Aliás, um grande evento que muda tudo é o que desperta vida ao filme de uma vez por todas.

 

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O elenco vai muito bem, obrigado. Eddie Redmayne vai muito bem no papel de protagonista, sendo competente e carismático na medida certa. Os demais personagens principais da trama rapidamente estabelecem uma empatia com a audiência, e ajudam na narrativa.

Por sinal, o roteiro de Animais Fantásticos e Onde Habitam é bom, mesmo com os seus altos e baixos, com momentos maçantes. Ao menos consegue estabelecer sua conexão com o universo de Harry Potter, mas com identidade própria para contar a sua história.

Mas o que realmente chama a atenção nesse filme é o seu aspecto visual.

É um filme esteticamente perfeito. Vários dos seus elementos visuais se apresentam de forma plena na tela, e apesar de você saber que são recursos adicionados por computador, o resultado final é tão bem feito, que você acredita mesmo que os animais existem, ou que se comportam daquela forma proposta.

Enfim, Animais Fantásticos e Onde Habitam é altamente recomendado para quem gosta nesse momento da franquia Harry Potter (beira o óbvio eu afirmar isso), e também para quem quer curtir uma história de fantasia bem feita.

É um universo que tende a se expandir de forma considerável, que vai oferecer histórias que devem complementar a história que já conhecemos, e que muitos aprenderam a gostar.