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A temporada 12 de American Idol se encerra no próximo dia 16 de maio, mas como um todo, é uma temporada para se esquecer. Registrou as mais baixas audiências desde a sua estreia, perdendo 22% de público nessa temporada. Aliás, o episódio exibido no dia 2 de maio teve a mais baixa audiência da história do programa, com apenas 11 milhões de espectadores. Ou seja, é hora da Fox fazer mudanças. Ou encerrar o programa de uma vez por todas.

Brigas entre Mariah Carey e Nicki Minaj (na TV e no Twitter) se combinaram aos temas com estilos musicais que não se conectam em nada com os tempos atuais (e com o público-alvo histórico do programa, o adolescente), sem falar que nessa temporada, o programa recorreu a mentores convidados que não são de estilos musicais populares entre os jovens, como Smokey Robinson e Harry Connick Jr.

Resumindo: American Idol precisa de mudanças. Aqui estão cinco sugestões para que o programa se salve. Anota aí, galera da Fox!

1. Novos jurados

A tensão entre Mariah e Nicki foi algo muito ruim, tanto dentro do programa, e principalmente fora dele. Em um mundo perfeito, as duas seriam expulsas do programa nas primeiras semanas para nunca mais voltarem. O que era um programa centrado nos competidores, ou naqueles que colocam as suas vidas e carreiras nas mãos de pessoas como elas, se tornou uma batalha de egos entre duas artistas que não acrescentaram em nada na temporada na sua função de mentores.

Nesse quesito, a Fox já se movimenta para mudar algumas coisas. Já está se aproximando de Jennifer Lopez, que vai se apresentar na final do programa, no dia 16 de maio, e Paula Abdul também visitou o programa nessa temporada. Fontes próximas ao assunto afirmam que os executivos da Fremantle Media (que é quem produz American Idol) já procuram outra jurada que não seja tão diva.

2. Fim das noites temáticas

Jimmy Iovine reclama que os candidatos não querem saber das músicas do passado. Ok, eu gosto de Beatles, mas não dá para obrigar a nova geração a gostar. A mesma coisa se aplica às canções de Burt Bacharach. A maioria não vai se sentir confortável cantando algo que não gosta ou não conhece. E isso acaba prejudicando a grande maioria dos competidores, e cansando o telespectador do programa.

Se olharmos para o reality musical #1 dos EUA hoje (The Voice, NBC), a proposta é exatamente a oposta. Os treinadores não interferem muito, e quando o fazem, oferecem músicas de artistas populares e atuais, como Pink e Justin Bieber. Essa é outra mudança que deve estar presente na próxima temporada de American Idol, e um teste disso já pode ser visto nessas semi-finais (que vão ao ar nos EUA nessa semana), onde as músicas serão de livre escolha dos candidatos.

3. Novos produtores executivos (talvez?)

Ninguém duvida de Nighel Lythgoe e Ken Warwick. Se American Idol chegou onde chegou, sendo o programa dominante em nove das 12 temporadas exibidas) é por causa deles também. Porém, é culpa deles também o fracasso da atual temporada, com escolhas dos temas, não controlar as divas descontroladas, gostos musicais antiquados, ruptura de regras… enfim, talvez essa seja a mudança mais drástica e necessária para que o programa volte aos eixos. E só saberemos se a Fox vai fazer isso depois do final dessa temporada.

4. Fim da “summer tour”

A baixa audiência dessa temporada se refletiu no baixo volume de vendas para a turnê de verão dos finalistas de American Idol. Uma turnê de 40 dias, que começa no dia 29 de junho. Os promotores da turnê, a empresa AEG, já considera a possibilidade de reduzir ou acabar com essa turnê no futuro, para economizar dinheiro e dores de cabeça no futuro.

Os promotores argumentam que é preciso atrair o interesse do público, que estão mais interessados nas turnês de Glee (Fox) e Dancing with the Stars (ABC). E eu concordo com os promotores. Se eu morasse nos EUA, eu nem me daria ao trabalho de sair de casa para ver os cinco patetas que foram escolhidos como finalistas entre os homens. Compraria direto os ingressos dos shows solo das mulheres, que são muito mais talentosas nessa temporada.

5. Usar mais as redes sociais

Depois de 12 temporadas, uma reinvenção em American Idol é mais que necessária. E parte dessa reinvenção passa pelas redes sociais. O engajamento dos telespectadores no Twitter e no Facebook não pode ser mais ignorados, e essa geração que assiste TV diante do computador, ou com um smartphone ou tablet na mão precisa ter o direito de decidir quem é o eliminado da semana. Até porque isso é muito mais espontâneo do que visitar o site do programa. Essa é uma medida que também está em estudo pela Fox, segundo as fontes próximas do assunto.

Enfim, eis as cinco medidas. A pergunta que fica é: será que isso é o suficiente para tirar American Idol do buraco?

Com informações do THR